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Por Leonardo Fernandes
Da Página do MST


Um ato político-cultural marcou o lançamento oficial da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, que será realizada entre os dias 4 e 7 de maio no Parque da Água Branca, zona oeste da capital paulista. O evento ocorreu na noite desta quinta-feira (13), no Armazém do Campo, ponto permanente de comercialização dos produtos oriundos dos assentamentos do MST.


“Esse ato de hoje serve para dizermos à população de São Paulo e nas redes sociais para todos os cantos do Brasil que vamos ter a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária. E porque São Paulo? Porque há uma simbologia. São Paulo é o estado que mais concentra o agronegócio, e consequentemente é a maior cidade em consumo de alimentos envenenados por esse modelo. E também há uma simbologia fazer esse lançamento aqui no Armazém do Campo, que é esse espaço permanente, onde podemos comercializar os produtos da Reforma Agrária, vindos de todos os cantos do país”, afirmou João Paulo Rodrigues, da Direção Nacional do MST.

 

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João Paulo Rodrigues e Rosana Fernandez 


O ato de lançamento da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária contou com apresentações musicais, sarau de poesia e intervenções políticas, que deram o tom de como será o grande evento, dentro de algumas semanas.

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“Estive na primeira feira, e para mim esse evento é uma verdadeira quebra de paradigmas sobre o modelo de produção de alimentos. Não só pelos preços acessíveis, mas principalmente pela procedência e qualidade dos produtos, formando uma nova cultura alimentar, relacionada com a forma como se produz”, disse o arquiteto Bejamin Saviani, que esteve acompanhado do pai, o professor e parceiro da Escola Nacional Florestán Fernandes, Demerval Saviani.


A vereadora de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, Juliana Cardoso, compareceu ao ato e ficou animada com o que viu. “Isso aqui já é uma excelente mostra do que será a Feira. Música boa, comida boa, gente bonita conversando, trocando experiências e visões. É um espaço muito importante, principalmente nesse período, em que o governo Temer tenta acabar com os direitos do povo. Acho que a Feira é um desses momentos de renovar as energias para seguir em frente com a luta”, afirmou.


Quem não conseguiu participar da primeira edição da Feira Nacional da Reforma Agrária garante que dessa vez não vai perder. “Eu não pude participar da primeira feira, fiquei muito, muito triste por isso. Mas esse ano eu não perco. Ter a oportunidade de consumir e conhecer essa produção livre de venenos, é imperdível”, disse Fernanda Miranda, estudante.

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A programação completa da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária deve ser divulgada nos próximos dias, mas algumas atrações culturais já estão confirmadas. É o caso dos artistas Tico Santa Cruz, Tulipa Ruiz, Liniker, Pereira da Viola, entre outros. Também haverá seminários e debates sobre o tema da alimentação saudável, além de um espaço dedicado à culinária da terra, onde serão vendidos pratos preparados pelos trabalhadores e trabalhadoras dos mais de 20 estados que estarão presentes na feira.


A primeira edição da Feira Nacional da Reforma Agrária ocorreu em 2015. Durante os quatro dias de evento, mais de 150 mil pessoas passaram pelo Parque da Água Branca. A expectativa é que esse número seja facilmente superado na edição desse ano. A entrada no evento é gratuita. 


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