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Por Reynaldo Costa
Da Página do MST 

 

Com uma área cultivada de aproximadamente 200 hectares, os trabalhadores e trabalhadoras do Acampamento Buritirana, no Maranhão, esperam colher cerca de sete toneladas de arroz em 2017. Uma produção que pode garantir o sustento das famílias acampadas por quase um ano.


A boa safra de arroz é comemorada pelos trabalhadores, que veem na produção uma demonstração da fertilidade da terra. O Maranhão já foi um dos maiores produtores de arroz do país. Por isso, a aposta é alta quanto a essa produção. 


Os cultivos dos acampados estão distribuídos em 100 roças localizadas em diferentes espaços, visando proteger a vegetação da área. Todas as etapas do cultivo é feita manualmente e sem uso de agrotóxicos, criando assim condições de proteção do solo. 


Mesa farta 


A promessa é de mesa farta para os próximos períodos, pois além do arroz, outros produtos merecem destaque na produção do Acampamento Buritirana. Segundo levantamento do MST, a produção de abóboras pode passar de 30 toneladas.  


Outras produções já em colheita são de milho verde, feijão, melancia e uma diversidade de verduras, entre as elas, quiabo, maxixe, pimentas, tomate e a vinagreira, conhecida na região como cuxá. E até a metade do ano, os trabalhadores ainda vão colher uma boa quantidade de batata doce, fava e amendoim. 


Ainda em situação de acampados e sob constantes pressões e perseguições da empresa Suzano, que arrendou uma parte da propriedade rural para cultivo de eucalipto mesmo depois que as famílias já estavam acampadas, os trabalhadores do acampamento Buritirana resistem com alegria e uma diversificada produção. O acampamento está localizado na fazenda Rodominas, em Bom Jesus das Selvas, centro-oeste maranhense. 150 famílias ocupam a área desde julho de 2014 e reivindicam sua desapropriação para fins de Reforma Agrária. 

 

*Editado por Leonardo Fernandes