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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

 

Cerca de mil trabalhadoras que seguem ocupando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Salvador desde a segunda-feira (6), realizaram uma grande Jornada Socialista na noite desse sábado (11). A atividade prestou homenagem ao legado e à memória das mulheres de luta, que engrossaram as fileiras do enfrentamento às desigualdades. 


Com velas nas mãos, as trabalhadoras percorreram as instalações do Instituto, resgatando a história dos 33 anos de luta do MST, e relembrando especialmente as mulheres que caíram na luta, mas deixaram um legado político importante para a organização e para toda a classe trabalhadora.

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“Jaci Rocha. Presente!”. “Luana Carvalho. Presente!”. “Maria Zilda. Presente!”. “Valdete Correia. Presente!”. “Margarida Alves. Presente!”. “Roseli Nunes. Presente!”.


Para muitos são nomes desconhecidos, mas para cada trabalhadora Sem Terra, que traz no rosto as marcas do sol quente e nas mãos os calos da enxada, cada nome representa o sentido de estar em “movimento”, ocupando o latifúndio improdutivo e marchando por educação, cultura, saúde, direitos essenciais de cada pessoa.


“Nossas histórias não são estórias. A militância é o que nos move e nos ajuda a seguir em frente, denunciando a opressão, as desigualdades, o machismo e o Capital”, disse Lucinéia Durães, da Direção Estadual do MST. “É tempo de olharmos para nós mesmas. Visualizar a força que temos e segurar as mãos de outras companheiras e companheiros, pois não podemos retroceder. Nossa tarefa é revolucionar”, concluiu.


Nesse sentido, as trabalhadoras compartilharam um momento de mística, através dos símbolos da luta pela terra e da “chama” dos legados das companheiras caídas em luta, que para Elas nunca vai se apagar.

 

*Editado por Leonardo Fernandes