IMG-20170314-WA0030.jpg

 

Por Danielle Melo
Da Página do MST 

 

Na manhã desta terça-feira (14), os atingidos e atingidas pelo crime ambiental da Samarco, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ocuparam a linha de trem da Vale, na cidade de Colatina, no Espírito Santo. Pescadores, meeiros e agricultores de comunidades dos municípios de Linhares, Aracruz, São Mateus, Colatina e Baixo Guandu realizaram a ação para denunciar os desmandos da Vale.


Aproximadamente 200 pessoas participaram da atividade, que mais uma vez exige o reconhecimento das comunidades de Foz Norte e Foz Sul e o igual reconhecimento de milhares de famílias atingidas pelo crime ambiental, além do pagamento de uma assessoria técnica em toda Bacia do Rio Doce, indicada pelas famílias atingidas. 

IMG-20170314-WA0014.jpg


“Estamos aqui hoje, junto com outras comunidades, para reivindicar nossos direitos. Estamos lutando pelo reconhecimento do território das comunidades que ainda não foram reconhecidas e que também foram atingidas pelo lama da Samarco; e pelo direito das famílias atingidas receberem a assessoria técnica de uma empresa indicada por nós. Só lutando vamos conquistar nossos direitos”, afirmou Regiane, atingida da cidade de Mascarenhas.


O crime ambiental da Samarco afetou também os alunos do Ifes de Itapina (Instituto Federal do Espírito Santo), que tiveram dificuldades na realização de algumas atividades, atrasando a produção de queijo e doce de leite que o Instituto fornece à comunidade escolar. “Estamos aqui para dizer que vamos resistir nessa luta e que vamos denunciar esse crime quantas vezes seja necessário. Enquanto a Samarco não tomar uma providência, nós estaremos aqui firmes e em luta”, disse uma representante da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil, que também participou da atividade.

 

*Editado por Leonardo Fernandes