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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia


“Mulheres em Resistência. Contra a Reforma da Previdência!”. Esse foi um dos principais gritos de ordem ouvidos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Salvador, que se fortaleceu na Assembleia Organizativa realizada na manhã dessa terça-feira (7), na área externa do prédio.


Com o objetivo de reafirmar a luta das mulheres por uma sociedade mais justa e humanitária, a assembleia denunciou a Reforma da Previdência e os impactos na vida das camponesas.


De acordo com Flávia Vieira, do setor de gênero do MST, é preciso se mobilizar e articular na construção de forças políticas contra essa proposta de Reforma do Governo Temer.

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“A Reforma da Previdência é uma investida antipopular e possui a tarefa de implementar um modelo de desenvolvimento do capital para explorar ainda mais as trabalhadoras”. E continua, “exemplo disso, é o aumento da idade mínima de contribuição aos 65 anos, para homens e mulheres, desvinculando os benefícios e pensões que cada pessoa tem direito com a Previdência hoje”.


Afirmou ainda, que atual proposta privatizará o serviço para os bancos. “Com isso, as contribuições mensais de cada trabalhador serão recolhidas pela rede privada de bancos, sem o pagamento de juros, e apenas com a promessa de ser devolvida em aposentadoria após 35 anos”.


Diante desse cenário, Elizabeth Rocha, da direção nacional do MST, disse que as mulheres que lutam são as que mais sofrem para conseguir seus direitos, e mais uma vez, é necessário reafirmar a necessidade de não desanimar.


Por outro lado, Rocha destacou a ocupação do Incra como uma base importante para pautar as demandas reivindicativas das negociações, mas também para pressionar o órgão público a se posicionar contra as medidas golpistas de Temer, entre elas, a Reforma da Previdência.


“Não podemos fechar os olhos diante dos retrocessos e da avalanche de retirada de direitos que está sendo implementada por esse governo golpista”, destacou.

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Pensando nisso, explicou que o Incra enquanto instituição federal tem o dever de atender os interesses e de representar as trabalhadoras assentadas e acampadas, por isso, é preciso estar em mobilização e cobrando uma intervenção do órgão na construção dessa Reforma, compreendida como um retrocesso político.


08 de março


Para ampliar a discussão acerca da luta pela Reforma Agrária e contra a Reforma da Previdência, todas as Mulheres Sem Terra foram convocadas para ocuparem às ruas, junto com diversas organizações e movimentos populares, nesta quarta-feira, 08 de março, Dia Internacional da Mulher.


Em Salvador, o ato terá dois pontos de concentração: às 13h na Piedade e no Campo Grande rumo ao Comércio, onde será realizado um ato unificado com concentração às 15h.