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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

 

Na madrugada dessa segunda-feira (6), mais de mil mulheres Sem Terra ocuparam a Usina Santa Maria Ltda.- antiga Medasa Destilaria de Álcool, localizada na BA 290, Km 43, no município de Medeiros Neto, Extremo Sul da Bahia. Já na capital baiana, pela manhã, o alvo das militantes foi a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).


As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, que no mês de março intensificam as mobilizações e ocupações contra o capital e o agronegócio.


Além disso, denunciam as medidas golpistas do Governo de Michel Temer (PMDB), a violação dos direitos humanos e a destruição da natureza praticados pelo modelo de produção do capital, através dos monocultivos de eucalipto e da cana de açúcar na região.


Uma Usina contra o povo


A Medasa, empresa do Grupo São Luiz, fundada em 1984 e que operou por cerca de 20 anos no extremo sul da Bahia, com a exploração da cultura da cana-de-açúcar, segundo o MST, possuí dívidas milionárias junto ao BNDES e diversos processos trabalhistas de violação aos direitos humanos e a destruição do meio ambiente.

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Mais de 5 mil mulheres se mobilizam na Bahia.


Os acionistas da Medasa arrendaram o parque agroindustrial para “outros empresários”, que constituíram a Usina Santa Maria.


A Usina hoje é uma empresa dedicada à exploração da cana e à produção de etanol. Supostamente, foi constituída em 2002 e possui como acionista majoritário a Quanti Participações Ltda. que detêm 98% de seu capital.


Entretanto, quando se analisa alguns detalhes, se percebe que o acionista majoritário da Usina Santa Maria é filho do acionista majoritário da Medasa, que sonegou impostos e não pagou os funcionários, pois possuí dívidas milionárias com o BNDES, além de “destruir” o meio ambiente na região e para não pagar às dívidas abriu falência.


Incra Ocupado


O Incra em Salvador foi pintado de vermelho com as bandeiras do MST, gritos de ordem e as músicas de rebeldia cantadas por mais de mil trabalhadoras Sem Terra, de dez regiões da Bahia, após ocupação realizada na manhã dessa segunda-feira (6).

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Na capital baiana, o alvo foi a sede do Incra.


Na ocupação as trabalhadoras denunciam o modelo de produção do agronegócio e as medidas golpistas do governo de Michel Temer (PMDB), entre elas, a proposta de lei que visa reformar a Previdência Social.


Segundo Elizabeth Rocha, da direção nacional do MST, as mulheres em luta defendem a Reforma Agrária e a Previdência Social Pública, compreendendo-as como "um alicerce do mundo do trabalho e que garante cidadania para o homem e a mulher do campo e da cidade".


"A Reforma da Previdência é uma investida antipopular e que possui a tarefa de implementar um modelo de desenvolvimento do capital que explore ainda mais as trabalhadoras", salienta Rocha.


Destaca ainda que a atual proposta aumentará a idade mínima de contribuição aos 65 anos, para homens e mulheres, desvinculando os benefícios e pensões que cada pessoa tem direito com a Previdência hoje.


"Além disso, privatizará o serviço para os bancos. Com isso, as contribuições mensais de cada trabalhador serão recolhidas pela rede privada de bancos, sem o pagamento de juros, e apenas com a promessa de ser devolvida em aposentadoria após 35 anos", finaliza.

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Entre intervenções e gritos de ordem, mulheres denunciam governo Temer.


Sem previsão de saída do Incra, a ocupação se soma a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra realizada em todo Brasil no mês de março. Só na Bahia, o MST destaca que está mobilizando mais de 5 mil trabalhadoras em dez regiões e na capital.


Estamos todas despertas!


Essa ocupações dão início à Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, na Bahia, com o foco de denunciar a perda de direitos e os retrocessos, entre eles, a proposta de Reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional.


Com o lema “Estamos todas despertas! Contra o Capital e o Agronegócio. Nenhum Direito a Menos!”, as trabalhadoras afirmam que as mulheres são as primeiras a sofrerem com as consequências do programa golpista de corte de direitos.


Por isso, segundo o MST, a luta em defesa da Previdência Social pública, universal e solidária deve ser a base dessa Jornada.

 

 

*Editado por Rafael Soriano