Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia


Com o lema “Conhecer, organizar, mobilizar e planejar”, o MST realizou entre os dias 23 e 24/2 o 1º Seminário Regional de Saúde Popular na Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto, localizada no Prado, Extremo Sul baiano.


O Seminário teve o objetivo de valorizar as práticas e o conhecimento de saúde construídos pelos trabalhadores e trabalhadoras camponesas, o que gerou um amplo debate em torno do Sistema Único de Saúde (SUS) neste cenário de golpe, principalmente, nos marcos de um modelo político “neoliberal” que retira direitos de cada cidadão brasileiro.


Por isso, foram elencados alguns desafios. O primeiro está no fortalecimento de políticas públicas, como o SUS, que possam alcançar todos, mesmo com os limites, e o segundo, é colocar a Reforma Agrária Popular como pauta do dia, compreendida como uma luta contra as perdas de direitos também no campo da saúde.


Saber popular


De acordo com Taliane Amaral, da direção regional do MST, o seminário possibilitou um intercâmbio de diversas práticas e conhecimentos tradicionais em torno da saúde.


“Conseguimos também realizar um diagnóstico do setor no extremo sul da Bahia, para que possamos organizar e planejar as atividades”, pontuou.


Por outro lado, Edinaldo Correia, da direção estadual do Movimento, acredita que o seminário na regional contribuiu no fortalecimento do setor de saúde em todo o estado, por pautar a Reforma Agrária e levar o debate às famílias assentadas e acampadas.


“Saúde é um dos fatores principais que faz mover a máquina humana e nossa luta também abrange esse campo”, concluiu Correia.