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Por Geani Paula
Da Página do MST 


Durante os dias 16, 17 e 18 de fevereiro, cerca de 200 camponeses e camponesas do MST, acampados e assentados na região oeste do Paraná, no município de Cascavel, estiveram reunidos para discutir e analisar a atual conjuntura brasileira.


O encerramento do encontro que ocorreu no sábado (18), foi realizado um ato político em defesa da Reforma Agrária e contra a retirada de direitos, com representantes do governo municipal e estadual.


Esteve presente o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos (PSC), o vereador de Cascavel, Paulo Porto (PCdoB), o deputado estadual, José Lemos (PT), o deputado federal, Enio Verri (PT) e o assessor especial de assuntos fundiários do estado, Hamilton Seriguelli. Além deles, o ato contou com a presença de representantes de universidades e sindicatos locais.


Reunidos no município que é berço do MST, os camponeses reafirmaram a necessidade da Reforma Agrária, contra a titulação que privatiza os assentamentos e a reforma da presidência, mostrando para os convidados presentes o quanto essas mudanças nas leis sociais irão prejudicar os trabalhadores, principalmente do campo.

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Foto: Paulo Porto


“Nessa conjuntura que estamos vivendo, poder contar com pessoas que apoiam a Reforma Agrária é muito importante, pois estamos em um momento de percas de direitos que para os trabalhadores e trabalhadoras do campo nos afetam muito, principalmente a vida das mulheres”, disse Salete Pires, da coordenação nacional do MST. 


Para o deputado federal, Enio Verri (PT), pós o golpe todos os projetos que tiveram foram para favorecer o capital financeiro internacional, e prejudicar os trabalhadores, principalmente da agricultura familiar.


“Todas as conquistas que nós tivemos pós 1988, que foi a constituição cidadã, constituição dos direitos, e os treze anos de governo, com essa retirada de direitos destrói toda a conquista do estado ampliado que lutamos e sonhamos”, Verri.


O objetivo do ato também era solicitar para os prefeitos, vereadores, deputados e apoiadores para que ajudem no debate da previdência, mostrando o quanto os trabalhadores, principalmente do campo, serão prejudicados com esta reforma.


“Aos prefeitos, que são de municípios pequenos, se vocês não ajudarem nesse debate contra a previdência, contra a titulação, nós camponeses assentados nos municípios iremos sofrer muito”, disse Celso Ribeiro, da coordenação regional do MST.


Ao final do ato, foi entregue a todos os convidados uma carta com as reflexões e debates dos três dias de encontro com a importância da Reforma Agrária para a região e contra a retirada de direitos.


*Editado por Iris Pacheco