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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

 

Com o objetivo de iniciar um amplo processo de formação acerca da Saúde Popular e Agroecologia com a Juventude Sem Terra, o MST realizou nos dias 31/01 e 01/02, na Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto, localizada no município do Prado, no extremo Sul da Bahia, o “Pré-Seminário de Saúde para Juventude”.


Cerca de 30 jovens, de assentamentos e acampamentos da região, participaram da atividade e levantaram as principais necessidades encontradas na construção de uma “Saúde Popular” em suas comunidades, construindo assim, um planejamento de ações que serão trabalhadas durante 2017.


De acordo com Eliane Kai, do coletivo estadual de educação do MST, a atividade é de extrema importância para avançar no processo de construção das lutas, ao pautar unidade no campo político e possibilitar o acúmulo teórico e prático sobre as relações sociais e o modo exploração dos trabalhadores e trabalhadoras no capitalismo.


“O pré-seminário foi um espaço que nos ajudou a aprofundar sobre a estrutura organizativa do nosso Movimento e o debate construído acerca da saúde popular”, explicou Kai.


Por outro lado, o professor Paulo Sabroza, médico sanitarista da Fiocruz, disse que esses momentos são de extrema importância porque trazem temas que precisam ser debatidos. “Quando investimos na participação dos jovens para falarem quais são as necessidades e a realidade vivida em suas áreas, avançamos ainda mais no processo de formulação e construção de uma saúde, ainda mais, popular”.


Foi pensando nisso, que Lazaro Stole, filho de assentado, falou da necessidade de construir instrumentos que garantam a permanência da juventude no meio rural, por entender a importância de se discutir o acesso à educação, aos serviços de saúde, ao lazer e à cultura, quanto bases das políticas agrárias.


O pré-seminário é uma iniciativa do MST através da Escola Popular, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e faz parte do projeto “Saúde Popular”, que tem como uma de suas metas levantar um debate mais consistente com juventude sobre a temática.

 

 

*Editado por Rafael Soriano