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Por Camila Bonassa
Fotos MST/SP

 

Alface, couve, berinjela, jiló, limão, beterraba, banana prata, banana maçã, abobrinha, cheiro verde, tomate cereja, feijão de corda e mandioca. Estes foram alguns dos produtos entregues na última sexta-feira (27) na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), campus de Presidente Prudente. No total foram 300 quilos de produtos agroecológicos. Essa foi a primeira entrega das cestas agroecológicas, que acontecerão a cada 15 dias.


A iniciativa surgiu quando professores e estudantes vinculados ao Centro de Estudos em Geografia do Trabalho (CEGET) foram conhecer a experiência do Assentamento Gleba XV de Novembro, localizado nos municípios de Rosana e Euclides da Cunha Paulista, região do Pontal do Paranapanema (SP) e realizar um trabalho de campo.


Os produtos são cultivados por famílias vinculadas à Associação Regional de Cooperação Agrícola (ARCA), também localizada na Gleba XV de Novembro.


A produção - comandada em sua maioria pela mulheres -, é feita por aproximadamente 10 famílias. A organização e entrega das cestas é de responsabilidade do Setor de Produção do MST e os professores e estudantes contribuem na montagem das cestas.


Segundo Cledson Mendes, da Direção Estadual do MST, esse tipo de iniciativa é importante porque tanto o produtor quanto o consumidor são beneficiados.


“Há uma melhora no preço para quem está produzindo. O alface, por exemplo, que a Conab paga R$ 2,00 para o produtor, com a cesta nós vamos pagar R$3,00. É assim também com outros produtos. E o consumidor recebe um produto agroecológico, saudável e com preço acessível”. Cada cesta possui 12 quilos de produtos, sai a R$ 50,00 e é vendida para professores, funcionários e estudantes.


Essa primeira entrega também foi marcada pela solidariedade. Cada consumidor doou dois quilos de alimentos que foram redistribuídos em cinco novas cestas. As chamadas “cestas solidárias” foram doadas para funcionários da própria universidade.


A expectativa para as próximas entregas é grande. Segundo Cledson, a próxima entrega está estimada em 40 cestas. “Tem muita gente procurando pelas cestas. O que levamos a mais, de forma avulsa, as pessoas passaram para comprar”, conta.


Essa experiência evidencia a política do MST em relação à produção agroecológica e à organização das famílias assentadas com o objetivo de fornecer para a sociedade alimentos livres de veneno. Estes são pilares fundamentais da construção da Reforma Agrária Popular.

 

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