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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia


Começou na manhã deste sábado (10), na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro, no norte da Bahia, o Encontro Regional dos Atingidos por Barragens (MAB).


O tema “Água e Energia com distribuição da riqueza e Soberania Popular” norteia a programação do evento que segue até domingo (11), debatendo o atual cenário político brasileiro e construindo uma linha de ação em torno das lutas populares.


Na mesa de abertura, o MST se somou às lideranças de movimentos e organizações como o Levante Popular da Juventude, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), médicos populares, Sindicato dos Petroleiros, Sindicado das sociedades de Advogados e Escritórios de Advocacia (SINSAE) e a Marcha Mundial de Mulheres (MMM).


Para Myrian, da direção estadual do MST, é necessário que todos os movimentos sociais do campo e da cidade se juntem para defender os direitos conquistados pela classe trabalhadora e assim propor um projeto de sociedade diferente.


“A luta é de todos que estão perdendo seus direitos conquistados ao longo dos tempos e, por isso, precisamos investir em trabalho de base para retirar a mordaça e as faixas que cobrem os olhos de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que ainda estão em casa assistindo TV”, explica.


Nesse sentido, Tainara Cunha, atingida, diz que é muito importante estar engajados na luta por unidade em espaços como o Encontro. “Lutamos pelos mesmos ideais. Milhares de trabalhadores sofrem com a violação dos direitos humanos e precisamos nos unir quanto classe”.


Lembrando dos motivos que a fizeram entrar no Movimento, Tainara destaca que cidades foram totalmente submersas pelas águas das usinas hidroelétricas e que a decisão de estar em luta parte da garantia dos direitos aos atingidos por barragens.


No encontro, o MAB na região pretende avançar ainda na construção de um planejamento visando a realização de ações em preparação ao Encontro Nacional do Movimento, que será realizado em 2017.