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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia


Uma noite repleta de aprendizado, mística e canções de resistência construídas ao longo dos 32 anos de luta do MST. Foi esta simbologia que esteve presente na formatura de 62 militantes, realizada na noite desta última sexta-feira (02), que participaram do Curso Básico de Formação da Região Nordeste.


O ato aconteceu no 29º Encontro Regional do MST no Extremo Sul da Bahia após 45 dias de estudo e formação política, na Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto.


Com a participação de Sem Terra dos estados do Piauí, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Paraíba e Alagoas, o curso de formação cumpriu o objetivo de formar cidadãos capazes de fazer uma leitura do cenário político nacional para se contrapor a estrutura capitalista, que ao longo da história da humanidade massacra a classe trabalhadora.


Para o MST na Bahia, a turma leva para os estados a nobre missão de multiplicar este exército de cidadãos pensantes, questionadores e protagonistas de sua própria história.


Yanne Braga (28), do estado do Ceará, fala alegria e das expectativas construídas em torno do acumulo formativo obtido durante o Curso Básico. “Contribuo organicamente na direção de uma brigada, no setor de formação, e agora tenho uma grande bagagem para fortalecer as lutas”.


“O curso nos possibilitou beber do conhecimento forjado e formulado pela classe trabalhadora em todo mundo para assim, realizarmos intervenções neste atual contexto de luta”, explicou Braga.

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Quilombo dos Palmares


Preservando a essência da luta política do MST e trazendo para centralidade a resistência negra do período escravocrata, a turma homenageou o “Quilombo dos Palmares” batizando-a com este nome, construindo unidade a partir da história de luta contra o processo de colonização.


As místicas construídas no decorrer do curso foram a base para reafirmar a identidade da turma em torno da simbologia política e de resistência histórica.


De acordo com Eliane Oliveira, da Escola Popular, cada militante envolvido no processo de formação demonstrou capacidade de continuar com a luta em defesa da Reforma Agrária Popular, sem perder de vista, os métodos organizativos que vem impulsionando as lutas em nosso país.


Nesse sentido, o ato, mais uma vez, reafirmou a necessidade da organização e da unidade de classe para garantir avanços significativos na construção de uma estratégia revolucionária a partir de uma ampla transformação social.


As atividades da noite culminaram com uma grande atividade cultural tendo como ponto de partida a integração e harmonia entre a diversidade de gênero, religiosa e demais vertentes culturais dos estados.


A noite contou também com a participação de artistas da Reforma Agrária Emerson Batista, do Assentamento António Araújo, e Mary Costa, do Assentamento Jaci Rocha, ambos localizados no município do Prado.

 

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