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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia


Na noite desta última quinta-feira (01), durante o 29º Encontro Regional do MST no Extremo Sul da Bahia, no clube Kaikan, em Teixeira de Freitas, o MST recebeu diversos amigos que nos últimos 29 anos de organização política na região têm contribuído no processo de luta e enfrentamento ao agronegócio.


Vários segmentos da sociedade civil, entre eles sindicalistas, políticos, advogados, filhos de acampados e assentados, que possuem tarefa em outros espaços de luta, receberam a homenagem com mística, alegria e gritos de ordem, reafirmando o compromisso político de fortalecer a Reforma Agrária Popular.


Laudinho, sindicalista e filho de assentado, acredita que o homem só tem sua dignidade quando tira o sustento de sua família da terra e o MST tem ensinado a sociedade como todo a refletir sobre isso, principalmente numa região onde a monocultura do eucalipto tem devastado a diversidade produtiva.


“A luta popular do Movimento contra as multinacionais de eucalipto permite formar novos quadros para enfrentar o estado burguês e avançar com os outros setores”, explicou Laudinho.

 

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Não aos retrocessos. Sim as lutas!


Para o Movimento na região é necessário ter amigos e construir parcerias principalmente nesse atual cenário político. Foi nesse sentido que Paulo Vitor, vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de Itamaraju, disse que a aprovação da PEC 55, uma medida constitucional que congela os gastos públicos em direitos sociais por 20 anos, é um retrocesso nas lutas sociais. “Nós fomos forjados na luta dos trabalhadores dia e note. Não descansaremos”.


Ao longo dos 32 anos, o MST vem construindo com garra e rebeldia a Reforma Agrária, por isso repudia a PEC 55 pautando resistência e unidade entre todos os povos do campo e da cidade.


Socialismo


O combate ao agronegócio e a construção do socialismo são elementos centrais nestas lutas. Pensando nisto, Paulo Cesar, da direção estadual do MST, reafirma os três objetivos centrais do Movimento e fala da necessidade do enfrentamento para pressionar os órgãos competentes a realizar os diversos processos de desapropriação de terra que estão travados no estado. “Para isso, a unidade entre o campo e a cidade é de extrema importância”.


“Qual é a essência do nosso Movimento?”, questiona Cesar. Para Ele, só quem vive a luta compreende de maneira clara o que é o MST. “A essência da nossa tarefa é a luta pelo socialismo”.


A noite foi encerrada com uma confraternização entre os homenageados e os 400 trabalhadores e trabalhadoras que estão participando do encontro, que segue com sua programação até sábado (03).