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Da Página do MST

Fotos: Divulgação/Escola


A Escola Estadual de Ensino Médio Roseli Correia da Silva, localizada no Assentamento São Pedro no interior do município de Eldorado do Sul, na região Metropolitana de Porto Alegre (RS), realizou nesta quarta-feira (30) o seu 1º Sarau Literário Musical 'Somos mucho más que dos'.


A iniciativa teve como objetivos integrar os moradores da região, trabalhar as diferentes linguagens e promover a cultura política através de músicas e poemas clássicos de escritores da América Latina, como Eduardo Galeano, Pablo Neruda e Gabriel Garcia Márquez.


“Nosso intuito também foi realizar uma ação mais diversificada e atraente aos educandos, para que eles pudessem conhecer melhor a realidade latino-americana e compreender a importância das lutas”, acrescenta a educadora de História, Maria do Carmo Karan.


A atividade foi prestigiada pela comunidade escolar e Sem Terras de assentamentos e do Acampamento Dom Tomás Balduíno de Charqueadas, além de representantes do Consulado Uruguaio, subprefeitura de Eldorado do Sul e Secretaria Estadual da Educação (Seduc).


Os alunos fizeram homenagens a Fidel Castro e apresentações de danças, canções e poemas. A atividade também contou com a participação de Demétrio Xavier, apresentador e produtor do programa Cantos do Sul da Terra da FM Cultura, rádio que faz parte da Fundação Cultural Piratini.

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Contra retiradas de direitos


O sarau também foi palco de repúdio à iniciativa do governador José Ivo Sartori (PMDB) de extinguir fundações estaduais e acabar com a comunicação pública no estado, por meio do desmonte da TVE e FM Cultura. Além disso, os participantes se manifestaram contra a reforma do ensino médio e a aprovação, no Senado Federal, do texto-base da PEC 55, que limita investimentos em saúde e educação, entre outras áreas, por 20 anos.


“É fundamental que nossos educandos tenham consciência do atual momento que vivemos no Brasil e compreendam a importância do fortalecimento das lutas no campo e na cidade para barrar a ofensiva dos governos contra o fechamento das escolas e a retirada de direitos”, explica o educador Artêmio Soares Marques.


Conforme a diretora Lidia Chrostowski Stremel, a escola tem 28 anos e é fruto de reivindicação das famílias por educação dentro do assentamento. Hoje, a instituição atende 356 educandos e também atua na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).


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