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Da Página do MST 


Nesta terça-feira (29), a Frente Brasil Popular (FBP) lançou uma nota contra a PEC 55 e pelo impeachment do presidente não eleito Michel Temer, após os vazamentos de gravações que envolvem Temer em um esquema para privilegiar o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima.


“Temer e seu governo ilegítimo estão em xeque. Tanto o golpista quanto seus aliados estão envolvidos até o pescoço em esquemas de corrupção, com a própria mídia golpista alardeando a existência de provas de sua participação direta no escândalo que derrubou o ex-ministro Geddel, o que caracteriza crime de responsabilidade - fundamento para o impeachment -  bem como o recebimento de doação não contabilizada (caixa 2) para campanha eleitoral”, destaca a nota.


De acordo, a nota da FBP, o presidente tenta aprovar a PEC 55, que o movimento considera uma grande violação aos direitos dos brasileiros: “Em meio à grande instabilidade política, Michel Temer quer colocar em votação a PEC 55 que impõe teto nos gastos das principais áreas, como por exemplo saúde e educação, por mais de vinte anos, medida que nunca ocorreu em nenhum país do mundo”.


A carta faz parte da manifestação #OcupaBrasília, que a FBP organiza, junto a Frente Povo sem Medo, movimentos populares e centrais sindicais. Os atos ocorreram hoje em pelo menos cinco capitais brasileiras, com o objetivo de denunciar as medidas de Temer e o retrocesso que representam para o país.


Em Brasília, ocorreu uma forte repressão à manifestação contrária à PEC 55/16 (antiga 241). Com cavalaria, forte aparato policial, armas letais e helicópteros, a PM disparou bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta em direção às 30 mil pessoas presentes. 


O ato iniciou às 16h na Catedral e seguiu pacificamente para a Esplanada. Vários manifestares focaram feridos e foram encaminhados à hopitais por ambulâncias. Não há ainda uma estimativa das vítimas.

 

Confira a nota na íntegra:

 

Fora Temer! Contra a PEC 55 (241)


A saída de o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima,   sexto ministro de Temer a cair evidencia que a tão prometida estabilidade política e econômica que  o presidente Michel Temer prometeu está longe de ser realidade. Além disso, está nítido que a obstrução da justiça e o envolvimento com corrupção é a regra, não a exceção da equipe ministerial.


"Geddel se utilizou de sua influência e poder como ministro para benefício e enriquecimento próprio ao interferir na aprovação de empreendimento imobiliário de luxo em Salvador. Fato comprovado por gravações feitas pelo próprio ministro da cultura Marcelo Calero que afirma que há gravação do também ministro Eliseu Padilha e do próprio presidente ilegítimo Michel Temer.


A queda de Geddel lembra a de Romero Jucá, flagrado em áudio tramando o fim da operação Lava-jato numa nítida manobra para salvar o governo corrupto de Michel Temer, numa demonstração que a destituição de Dilma visava não apenas a implementação de um programa antipopular e antinacional, mas também substituir uma presidenta honesta por um presidente envolvido na corrupção e na impunidade.


Em meio à grande instabilidade política, Michel Temer quer colocar em votação a PEC 55 que impõe teto nos gastos nas principais áreas, como por exemplo saúde e educação, por mais de vinte anos, medida que nunca ocorreu em nenhum país do mundo.


Temer e seu governo ilegítimo estão em xeque. Tanto o golpista quanto seus aliados estão envolvidos até o pescoço em esquemas de corrupção, com a própria mídia golpista alardeando a existência de provas de sua participação direta no escândalo que derrubou o ex-ministro Geddel, o que caracteriza crime de responsabilidade - fundamento para o impeachment -  bem como o recebimento de doação não contabilizada (caixa 2) para campanha eleitoral. Que o oligopólio da mídia, o parlamento e o judiciário estão comprometidos com a sustentação de Temer e seu governo não é novidade. Mas são cada vez mais gritantes as evidências de que as ilegalidades cometidas pelos golpistas não se limitaram à violação da constituição para usurpar à Presidência da República, nem a fatos anteriores a sua chegada á vice-presidência: elas prosseguiram durante exercício ilegítimo do governo.


Os crescentes gritos de "fora Temer" materializam-se, agora, no incontornável impedimento de seu mandato. Sabedores de que há setores do golpismo urdindo, para esta situação, o plano da eleição indireta de um presidente tampão, dizemos: Fora Temer e tire a mão dos direitos do povo brasileiro.


A Frente Brasil Popular, comprometida com a luta contra o retrocesso, na defesa dos direitos sociais e das liberdades democráticas ameaçadas pelas ações e medidas golpistas, está engajada para pôr fim ao governo Temer, reverter os retrocessos implementados e enfrentar a atual crise em favor da maioria do povo brasileiro. Neste sentido reiteramos nosso compromisso com uma reforma profunda do sistema político que democratize o poder, fortaleça a democracia direta e participativa e dê consequência ao princípio constitucional de que todo o poder emana do povo.  Vamos às ruas pelo fim do governo golpista.


Nenhum Direito a Menos! Fora Temer!

FRENTE BRASIL POPULAR⁠⁠⁠⁠