Da Página do MST


Na tarde desta quarta-feira (09), ocorre uma Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados, a partir das 14h. Organizada pela CDH, a atividade tem como objetivo discutir violações aos direitos humanos individuais e coletivos de expressão, de reunião e de associação e para debater a criminalização indevida de movimentos populares.


Diante disso, os movimentos que compõem a Frente Brasil Popular no Distrito Federal, convoca todos os brasileiros e brasileiras preocupados com a escalada repressiva Brasil para participar do debate. 


“A liberdade de manifestação está em suspenso, e a luta popular e seus dirigentes estão sob ameaça com o enraizamento do Estado de Exceção que atropela direitos civis, a presunção de inocência e o direito de defesa”, destaca trecho da convocatória. 


Confira abaixo na íntegra.  


CONVOCATÓRIA PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA SOBRE A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS POPULARES


O recrudescimento da repressão às lutas populares reforça a preocupação no campo democrático com a estabelecimento de um Estado de Exceção no Brasil, a partir da articulação de setores do Poder Judiciário, do Ministério Público, do aparato repressor (as polícias civil e militar dos estados e a federal) e dos grandes grupos de comunicação.


A caçada a dirigentes do MST que lutam pela reforma agrária em Quedas do Iguaçu, com a realização de uma operação da Polícia Civil do Paraná em três estados, demonstra a ampla articulação de setores do Poder Judiciário com o aparato repressivo, que acusam o movimento de ser uma organização criminosa.


A invasão da sede da Escola Nacional Florestan Fernandes, no interior de São Paulo, por policiais civis com armas de fogo em punho e trajados para a guerra, embora despidos de qualquer mandado judicial, simboliza a truculência das forças da repressão e o desmando de juízes contagiados pelo clima de linchamento no país.


A repressão às ocupações das escolas por adolescentes em todo o país sinalizou que a perseguição é contra a todos os atores e formas luta popular, não se restringindo às atividades das forças organizadas e partidos políticos.


Diante das ocupações das escolas, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal não tiveram qualquer constrangimento para determinar o corte de água e luz, a obstrução da entrada de alimentos, a proibição do contato com mães e pais para obrigar a saída de jovens em luta pela educação pública.


Na decisão do juiz, está registrada, inclusive, a autorização para o uso de "instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono", considerado como forma de tortura.


As práticas arbitrárias e os métodos espetaculares cristalizados pela Operação Lava Jato, que busca o seu auge com a perseguição ao presidente Lula, abriram o caminho para que juízes, procuradores, promotores, delegados e agentes das polícias passassem atuar sem qualquer limite e acima da lei.


A liberdade de manifestação está em suspenso, e a luta popular e seus dirigentes estão sob ameaça com o enraizamento do Estado de Exceção que atropela direitos civis, a presunção de inocência e o direito de defesa.


Diante desse quadro, convidamos todos os brasileiros e brasileiras preocupados com a escalada repressiva no nosso país para participar de Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados, que será realizada na próxima quarta-feira (9/11).


Campanha contra Criminalização dos Movimentos Populares e Lutadores Sociais
Frente Brasil Popular DF


Serviço: 

Data/Hora: Quarta-feira, 9 de novembro, às 14h
Local: Plenário 9, Comissão de Direitos Humanos/Câmara dos Deputados
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/138792876594537/