Da Página do MST


Entre as entidades e movimentos populares que se solidarizaram com o MST após a invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), nesta quarta-feira (4), está a Coordenação Latino Americana de Organizações do Campo (CLOC – Via Campesina Brasil), da qual o Movimento faz parte.


No documento, a organização “repudiou” a atitude da polícia de São Paulo e atribuiu a ação ilegal ao “governo ilegítimo de extrema-direita que tem como projeto a Ponte para o Futuro”.


A Cloc lembrou, ainda, a perda de direito dos trabalhadores historicamente conquistados por meio de luta. “Compreendemos que este ataque não somente atinge ao MST, mas também o processo de lutas travados ao longo da história deste país”, afirma em nota.


Confira o documento na íntegra abaixo:


Nota de Repúdio da CLOC-Via Campesina Brasil contra a criminalização da luta e em solidariedade ao MST


Nós, organizações que compõem a CLOC-Via Campesina - Brasil, vimos por meio desta expressar nosso profundo repúdio a ação desencadeada nessa manhã de sexta-feira (04/11/16) contra o MST e a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), onde as polícias civil e militar do estado de São Paulo promoveram uma ação truculenta ao invadirem a ENFF.


A polícia, sem mandado judicial, atenta contra a democracia que foi golpeada e, dessa forma, vai cada vez mais consolidando o estado de exceção que estamos vivendo.


Compreendemos que este ataque não somente atinge ao MST, mas também o processo de lutas travados ao longo da história deste país e dos direitos já conquistados, inclusive de lutar por mais dignidade. A Luta pela Terra é uma dessas importantes bandeiras que vem sendo diariamente criminalizada pelo governo golpista.


A CLOC-Via Campesina – Brasil, da qual o MST também é membro, repudia atitudes como esta, pois ela deixa em evidência o momento político em que o Brasil vive, de um governo ilegítimo de extrema-direita, que tem como projeto à “Ponte para o Futuro”, que leva o povo brasileiro ao retrocesso e à perda dos direitos dos trabalhadores historicamente conquistados por meio da luta.


As organizações que compõe a CLOC-Via Campesina – Brasil se solidarizam nesse momento com o MST e afirmam que, ao atacarem o MST, estão atacando todas e todos nós, movimentos populares que lutam por direitos e por uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária.


Não aceitaremos retrocessos e criminalização da luta!

#‎NenhumDireitoAMenos

#TodaSolidariedadeAoMST‬


Cloc – Coordenadora Latinoamericana de Organizações do Campo-Via Campesina

Brasil, 04 de Novembro de 2016