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Por Jailma Lopes
Da Página do MST


Com a produção de vários assentamentos da Reforma Agrária do Rio Grande do Norte, entre os dias 19 e 21 de outubro, o MST participará da Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC) na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), realizando sua I Feira estadual e cultural da Reforma Agrária Popular, com o tema “Feira Agroecológica: Reforma Agrária Produzindo Alimentos Saudáveis e Preservando a Vida”.


O objetivo é que com a realização da feira se abra um espaço de debate com a população da capital do estado sobre a importância da produção de alimentos saudáveis e baratos, a saúde popular e a soberania popular em contraponto ao modelo de agronegócio.


Para o MST, em meio a uma conjuntura de acirramento da luta de classes, de ameaças aos direitos sociais, ocupar a Universidade com as camponesas e camponeses é um grande momento de divulgação, articulação e construção da unidade entre o campo e cidade para o acúmulo de forças em torno da Reforma Agrária Popular.


Diante disso, a Feira será um momento de mostrar o projeto que os Sem Terra defendem para o campo brasileiro, por meio de debates sobre agroecologia, cultura popular, educação do campo, relações de gênero e juventude. Além disso, haverá também exposição de pôsteres da produção científica das/os estudantes do Curso de Ciências Sociais da Terra, turma Rosa Luxemburgo.


De acordo Sandra Nogueira, da turma Rosa Luxemburgo, as feiras agroecológicas proporcionam uma relação direta de diálogo entre camponeses e consumidor, que não é meramente mercadológica, como no mercado comum. E sim uma relação de quem produz alimentos com a preocupação de possibilitar uma alimentação saudável e a preço acessível para a vida do povo da cidade.


Segundo Rodolfo Nascimento, do Setor de Produção do Movimento, o coletivo vê nas proposta de realização de Feiras a possibilidade de mostrar a predisposição do povo Sem Terra dos acampamentos e assentamentos, que mesmo com pouquíssimos incentivos, dispõem de potencial produtivo comprovando que a Reforma Agrária dá certo.


Mostra Cultural da Reforma Agrária Popular


Música, poesia, fotografias serão também expressões que estarão presentes na feira com apresentações culturais, saraus de poesia, palco aberto, artistas da terra, músicos militantes da cultura, como Zelito Coringa, que contribuirá com as atrações culturais da Feira.


“Geralmente quando as pessoas olham para os Sem Terra, sempre associam apenas as ocupações ou mobilizações, o que nos fazem ver como baderneiros, como divulga a grande mídia, nunca chega como realmente vivemos, nossas expressões culturais e nossa identidade Sem Terra”, desta Maria Isabel do Coletivo de Juventude.


*Editado por Iris Pacheco