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Por Sheila Rodrigues
Da Página do MST


Avançar no debate da agroecologia nos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas de Reforma Agrária. Este é um dos objetivos do I Curso Básico de Educação em Agroecologia da Região Nordeste.


A atividade que ocorre entre os dias 05 e 11 de setembro, na Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto, no extremo sul da Bahia, tem como público principal educadores, educadoras das escolas do campo, coordenadores pedagógicos, militantes de setores de saúde, formação, produção e educação, assentados e acampados, membros de assistência técnica, parceiros do MST e da via Campesina.


Durante o curso os participantes têm a oportunidade de aprofundar temas como o estudo da agricultura e seus sistemas agrários, além de conhecer experiências agroecológicas de outros países, a exemplo do “Método Camponês a Camponês”, apresentado pelo militante e dirigente da Via Campesina, Peter Rosset.


Paulo Kageyama foi o nome escolhido para esta I turma. O intuito foi homenagear um dos grandes cientistas e intelectuais comprometidos com a luta pela biodiversidade e a agroecologia e parceiro do MST.


Para Eliane Kai, coordenadora da Escola Egídio Brunetto, “a escola é um espaço de formação humana voltada para questões do povo e com objetivo de contrapor esse modelo de agricultura do agronegócio”, afirma.


Eliane explica que vários trabalhadores, pesquisadores e estudantes têm na escola a oportunidade de compartilhar experiências e formular metodologias para trabalhar a agroecologia.


Estudos e Práticas agroecológicas

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Legenda


“A Educação qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática” (Paulo Freire).


No curso, além do tempo estudo, os participantes realizam trabalhos nos vários espaços produtivos da escola como forma de apreender as práticas agroecológicas desenvolvidas e assim desenvolver metodologias de trabalho nas escolas do campo.


Para Maria de Jesus, militante do setor de educação, o trabalho do MST com agroecologia nas escolas significa uma reafirmação importante em defesa da Reforma Agrária e o meio ambiente.


“Queremos fazer um processo de educação, desde a educação infantil até o ensino superior, com base na agroecologia. O objetivo é estabelecer novas relações entre seres humanos e a natureza para romper com a lógica da agricultura química, industrial e exportadora do agronegócio afirmando a agricultura camponesa” explica Jesus, que defende a agricultura camponesa como alternativa ao modelo excludente do agronegócio.


Ao término do curso, os participantes deverão criar orientações para a inserção de atividades agroecológicas no currículo escolar das escolas do campo e a continuidade do processo de formação de educadores e educadoras, os educandos e suas famílias.