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Por Gustavo Marinho
Da Página do MST

 

Cerca de 40 Sem Terra do estado de Alagoas concluíram na última terça-feira (23), o curso de Formação de Militantes do MST. A turma batizou-se com o nome do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro em homenagem aos seus 90 anos completados no último dia 13 e agosto. 


Ao todo, foram 15 dias de formação política, no Centro de Formação Zumbi dos Palmares, no município de Atalaia. 


De acordo com Silvânia Soares, da coordenação do curso e do setor de educação do MST em Alagoas, a Escola Estadual de Formação de Militantes do MST, é um importante momento de formação para a militância do Movimento.

“É um espaço de formação política e ideológica, de socialização de experiências, de aquisição de conhecimento, mas, principalmente, um momento de aprendizado sobre a nossa história de luta e de conquistas”, afirmou .


Ainda para Soares: “são espaços como o da Escola Estadual que nossa identidade Sem Terra é exaltada e compreendida como elemento importante para o fortalecimento de nossa luta pela Reforma Agrária Popular e pela transformação social”.


Estudando desde o funcionamento da sociedade aos temas que se relacionam com a luta pela terra no Brasil e em Alagoas, a turma Fidel Castro pôde durante todo o curso, avaliar, debater e aprofundar-se nos desafios na luta e na construção da Reforma Agrária Popular.


Outro elemento que se manteve presente nos 15 dias de aulas foi a experimentação das diversas linguagens da comunicação e da cultura no processo de debate de ideias e do trabalho de base. Entre elas, teatro, música, dança, poesia, programas de rádio. Uma diversidade de experimentações deu o tom criativo dos momentos formativos dos militantes.


Durante o curso, os educandos participaram ainda da ação de solidariedade 'Nós Por Nós', organizada pelo Levante Popular da Juventude, na periferia de Maceió. Os militantes levaram produtos dos acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária para doar à população do bairro.

“Além de formar novos quadros políticos para a luta pela terra e pela Reforma Agrária Popular, a Escola Estadual de Formação possibilita também a formação de novos sujeitos, a partir de novos valores, que nos fortaleça para a construção de outro modelo de sociedade”, comentou Silvânia Soares.

 

*Editado Por Maura Silva