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Por Antônio Carlos Luz
Da Página do MST

 

Na manhã da última quinta-feira (11), aproximadamente 1000 pessoas participaram do Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação na capital paraense. Concentrada em frente ao Mercado de São Brás, a manifestação seguiu em marcha pelas ruas de Belém até a Assembleia Legislativa do Estado do Pará.


O MST participou com 100 jovens que estão em processo de formação e também mobilizados em sua 7° Jornada Nacional da Juventude Sem Terra.


Movimentos como o Levante Popular da Juventude,  União da Juventude Revolucionária (UJR), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes (Ubes),  União da Juventude Socialista (UJS), centrais sindicais,  partidos políticos, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará  (Sintepp) e várias escolas da capital também participaram do ato.


Os ataques do governo interino Temer à educação e à  democracia são fortes, sendo evidente a retirada de direitos que a classe trabalhadora conquistou com muita luta.


"A conjuntura em relação à educação está perigosa e prejudicial. O congelamento do salário dos professores, a não liberação de licenças, escolas sem o mínimo de infraestrutura e o projeto Escola Sem Partido são ataques à classe trabalhadora. No Pará,  a educação está em completo abandono e precisamos reagir para barrar esta situação. Nossa mobilização tem esse propósito",  afirma Conceição Holanda, coordenadora do Sintepp.


Para o MST,  a unificação entre trabalhadores do campo e da cidade é fundamental para a luta por melhorias na educação. São várias escolas fechadas no campo e muitos jovens abandonam seus assentamentos e vão para a cidade estudar.


" A educação do campo está cada vez mais colocada de lado por parte dos governos e quem mais sofre com isto é nossa juventude. Estamos em luta permanente na luta pela democratização da e fim do latifúndio que é a educação e no combate ao retrocesso que o governo Temer está tentando impor à sociedade brasileira", diz Beatriz Luz, do coletivo de juventude do MST.


Na chegada à  Assembleia Legislativa a manifestação foi reprimida pela tropa de choque e houve confronto com os policiais quando se tentou entrar nas dependências do prédio. Logo após,  um grupo de professores, junto com representantes de movimentos sociais, protocolou um documento em que exigem uma audiência pública,  convocada pelos deputados, para se discutir a situação de calamidade em que se encontra a educação no estado e que o governo estadual cumpra com suas obrigações.

 

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Em Marabá, a juventude Sem Terra, o Levante Popular da Juventude e vários estudantes marcharam pelas ruas da cidade em defesa e uma educação pública e de qualidade. Denunciaram o sucateamento das escolas do campo e da cidade e a falta e professores.


Em reunião com a Unidade Regional de Educação, a juventude levantou a pauta do ensino médio e a questão estrutural precária das escolas em áreas de assentamentos, que é histórica.


Como exemplo do descaso, vê-se a escola Onalício Araújo Barros no assentamento Palmares em Parauapebas. Legalizada a mais de 4 anos e com projeto de construção elaborado,  até hoje não foi implantada.


A pauta foi encaminhada para a Secretaria Estadual de Educação que se comprometeu de montar um calendário de reuniões para continuar com as negociações.

 

 

*Editado por Rafael Soriano