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Foto: Janelson Ferreira


Por Janelson Ferreira
Da Página do MST


Na tarde da última sexta-feira (05), centenas de organizações, movimentos sociais, partidos políticos, coletivos, entre outros, participaram da Caminhada de Lutas em Copacabana.


O ato realizado na capital fluminense foi proposta a partir de uma construção unitária entre a Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Frente Esquerda Socialista. A pauta principal, a oposição ao governo golpista de Michel Temer, os cortes de direitos da classe trabalhadora e a calamidade olímpica causada no Rio de Janeiro.


Com a presença de mais 30 mil pessoas, o evento iniciou sua concentração em frente ao Copacabana Palace, hotel mais famoso da cidade. O local foi estratégico de forma que, pudessem denunciar o golpe no Brasil para a imprensa e diversos chefes de Estados, que estiveram hospedados no hotel para a abertura dos Jogos Olímpicos.


A manifestação destacou o processo golpista de afastamento da Presidenta Dilma Roussef e o governo interino e ilegítimo de Michel Temer. O peemedebista assumiu a presidência apoiado por um Congresso reacionário e financiado por grandes empresas.


Ao assumir o governo, Temer já mostrou a que veio: aplicar o programa neoliberal, realinhando o Brasil à dependência dos Estados Unidos. Além disso, o ato chamou atenção para as diversas remoções forçadas feitas para a construção das instalações olímpicas. O cenário perfeito de calmaria e harmonia que os organizadores dos Jogos querem passar do país não é o que de fato está ocorrendo.


De acordo com Joaquín Piñero, da Direção Nacional do MST, "o ato ganha importância por reunir mais de 200 organizações de todo país e demonstrar o cenário preocupante para a classe trabalhadora que vive o Brasil".


Para o dirigente, além do retorno da pauta neoliberal, o MST faz a leitura de que o governo de Temer é marcado pela criminalização dos movimentos sociais com a prisão, por exemplos, de diversos camaradas sem-terra. "Esse é o balanço do governo Temer: mais repressão, mais privatização, mais liberdade para o capital", concluiu.
 

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Foto: Pablo Vergara


As primeiras semanas do governo Temer demonstram qual será sua atuação. Cortes na educação, como o Programa Ciências sem Fronteiras, em programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, envolvimento de ministros em casos de corrupção, aproximação do Ministério das Relações Exteriores com os Estados Unidos, entre vários outros exemplos.


Para Joaquín, a classe trabalhadora não tem outra saída: "devemos construir a unidade em torno de alguns principais temas que seria um projeto mínimo para que possamos discutir o que queremos para o país".


A caminhada percorreu parte da orla de Copacabana sendo encerrada com apresentações culturais.