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Por Antônio Carlos Luz
Fotos: Igor Lopes
Da Página do MST

 

Iniciou neste dia 28 a Feira Estadual da Reforma Agrária em São Luís, que acontece na praça Maria Aragão e vai até o próximo dia 30. O evento é, para o MST,  um grande momento de divulgação do projeto de Reforma Agrária Popular,  de articulação com outras organizações do campo e  com  a população que vive nas grandes cidades.


A proposta é, a partir da feira, abrir um espaço de debate em São Luís sobre  importância da produção diversificada de alimentos saudáveis e livre de venenos, contrapondo o projeto do agronegócio que se faz cada vez mais avassalador no estado do Maranhão.


Para Divina Lopes, membro da direção estadual do Movimento, "a importância da feira, além de comercialização, é a articulação feita junto a outros movimentos camponeses do estado e a pressão aos governos para se conseguir acesso à políticas públicas que fortaleçam a Reforma Agrária e a luta dos agricultores que sobrevivem do campo."


A brigada de agitação e propaganda, composta por jovens do movimento, tem a finalidade de divulgar a feira, mas também fazer a denúncia contra o projeto do agronegócio e dialogar com a sociedade de São Luís sobre a proposta de projeto de agricultura familiar e de Reforma Agrária Popular defendida pelo MST.

 

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Aproximadamente quinze toneladas de alimentos foram trazidas e uma diversidade de produtos serão comercializados durantes os dias de feira.  Hortaliças, frutas, feijão, arroz, fava, cachaça, farinha, mandioca, sabonetes, babaçu, mesocarpo, azeite de coco, cocadas, artesanatos, serão alguns dos produtos que a população de São Luís poderá adquirir durante o evento. A praça de alimentação da feira terá galinha caipira, panelada, arroz de cuchá, bolos diversos, todos oriundos da agricultura familiar.


Cerca de duzentos camponeses e camponesas do MST do Maranhão , representando os acampamentos e assentamentos do Movimento, fazem parte da feira. Viram das regionais Tocantina,  Açailândia, Mearim, Médio Mearim e Itapecuru. Participam também associações das quebradeiras de coco, Cáritas e pequenas associações de bairros de São Luís.


No primeiro dia aconteceu a mesa de debate sobre a política nacional e a luta de classes no campo. Participaram o professor Bruno Malheiros, da Universidade Federal do Pará, João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST e Saulo Costa, da Universidade Federal do Maranhão. Fizeram uma análise de conjuntura sobre a atual situação brasileira, sobre o avanço do Capital na Amazônia, representado pelas grandes empresas presentes na região, principalmente a Companhia Vale e Suzano e também sobre os principais desafios da esquerda na construção do projeto de Reforma Agrária Popular e por um novo projeto de sociedade.


O dia de feira encerrou com os shows de Fátima Passarinho, Célia Sampaio e o grupo Visões de Lampião, todos artistas maranhenses.

 

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*Editado por Rafael Soriano