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Da Página do MST 

 

O MST promove nesta semana, em alusão à passagem do Dia do Trabalhador Rural (25/07), a Jornada Nacional de Luta contra o Golpe e pela Reforma Agrária. Já são oito estados mobilizados em todas as regiões do país dando novo fôlego ao movimento unitário “Fora Temer”. A defesa da democracia não esconde, entretanto, as demandas estruturais do campo e a atualidade da luta pela Reforma Agrária Popular.


A demanda do acesso à terra é uma obrigação do Estado, segundo a Constituição, e por isso o MST vai pressionar o Governo Federal para assentar as 90 mil famílias hoje acampadas, destinar políticas públicas para estruturar os assentamentos e atender nossas reivindicações por terra, crédito, educação, infraestrutura, produção de alimentos saudáveis e mais direitos.


Dentre as pautas em diálogo com a sociedade brasileira, o MST também denuncia em seus atos a criminalização que vem sofrendo em tempos de recrudescimento das forças conservadoras. Particularmente, ganha destaque o caso das prisões políticas de militantes em Goiás, onde judiciário, polícia e Ministério Público se articulam pra enquadrar o MST como organização criminosa, fato inédito até então.


“Nós já estamos sentindo uma ofensiva desse governo ilegítimo e golpista com o aumento da criminalização das lutas e dos movimentos populares organizados, e isso só aumenta nossa indignação e estimula o processo de lutas unitário entre trabalhadores do campo e da cidade”, dispara Marina dos Santos, da direção nacional do MST. Para ela, o momento é de defesa da pauta da terra, mas reconstruindo o projeto de sociedade.


“O MST tem construído o projeto de Reforma Agrária Popular, que é mais estratégico do que apenas esperar por ações de governos. Ele depende de acúmulo de forças para irmos implementando e ajudando construir um novo projeto de país. Não vamos e não podemos nos sentir decepcionados com apenas políticas de governos. Não podemos arrefecer!”, completa.


Até o momento já foram ocupadas sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá, Pará, Cuiabá, Mato Grosso, João Pessoa, Paraíba e Fortaleza, Ceará, além do Instituto de Terras do Mato Grosso (Intermat).


Em Bauru, São Paulo, houve manifestação unitária dos movimentos do campo em frente ao Ministério Público Federal e no Mato Grosso os manifestantes bloquearam diversos pontos nas rodovias federais.


Em Aracaju, Srgipe, mais de 15 mil Sem Terra participaram da já tradicional Marcha do Trabalhador Rural, no dia 25/07. Na ocasião, a presidenta eleita Dilma Rousseff discursou para a população ressaltando a agenda de resistência ao golpe e se reafirmando nessa luta.


No Paraná, mais de dois mil Sem Terra se reúnem a partir desta quarta-feira (27), dando início à Jornada de Agroecologia. No Maranhão, o MST realiza a Feira da Reforma Agrária em São Luiz. Em todas as ações da Jornada de Luta contra o Golpe e pela Reforma Agrária, o MST já contabiliza mais de 20 mil trabalhadores mobilizados de Norte a Sul do país.