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Por Geani Paula
Da Página do MST

 

Na madrugada do dia 6 de julho de 2015, cerca de 1.500 famílias, munidas de foices, facões e bandeiras vermelhas ocuparam parte do latifúndio da empresa Araupel, situada no Projeto 4, em Quedas do Iguaçu, Paraná.


No último domingo (10), as famílias do acampamento Dom Tomás Balduíno, relembraram esse momento ao comemorar um ano de lutas e resistência, com a participação de oito mil pessoas vindas de várias regiões do estado.


Um ato político deu início às atividades do dia. A atividade contou com a presença de autoridades regionais e estaduais que apoiam a Reforma Agrária. Em seguida, foi servido um almoço construído coletivamente pelos acampados e assentados da região.


No acampamento vimem aproximadamente 800 famílias, a área está localizado no imóvel Rio das Cobras que foi grilado pela empresa Araupel.


A Justiça Federal declarou que, em função da grilagem, as terras que pertencem à União e devem ser destinados para a Reforma Agrária.


Emboscada da Policia Militar


No dia 7 de abril deste ano, as famílias do acampamento Dom Tomas Balduíno, foram vitimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel. 


No ataque foram assassinados os trabalhadores Sem Terra Vilmar Bordim, 44 anos, casado, pai de três filhos e Leonir Orback, de 25 anos, deixou a esposa grávida de nove meses. Também foram feridos mais sete trabalhadores.


Durante todo o ato deste domingo (10/07), as famílias lembraram e homenagearam os companheiros tombados na luta. “E fica para nós marcados que a luta continua, por que nós não iremos dar nem um passo atrás, vamos continuar na luta firmes e fortes”, afirmou Moeses, lembrando dos companheiros que perderam a vida na luta pela terra.