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Por Luiz Fernando Silva
Da Página do MST

 

Trabalhadores integrantes do MST ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Sergipe, desde a manhã desta segunda-feira (04). As famílias trouxeram barracas, redes e colchões e pretendem permanecer por tempo indeterminado.


Desde a última ocupação da superintendência durante a mobilização nacional em protesto contra a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por moradias populares e pela reestruturação do Incra as famílias em Sergipe se mantém em luta.


"O governo federal, presidido por Michel Temer, presidente interino e legítimo, não mudou sua postura e manteve paralisada a Reforma Agrária. Retirando importantes atribuições do Incra e extinguindo o MDA, passando suas funções para um recém criado Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário, tratando o agricultor familiar, camponês e indígena não como elemento central de um desenvolvimento socioambientalmente sustentável, mas como público-alvo de uma política social que mais bem busca reproduzir a pobreza do que enfrentá-la", segundo Girslene Reis, do MST, presente na mobilização.


Temer também cancelou a chamada pública que estava programada para contratar entidades de assistência técnica e extensão rural (Ater) para apoiar a gestão e a qualificação de mais de 930 associações e cooperativas da agricultura familiar e da Reforma Agrária em todo o país e poderem participar de mercados institucionais e privados.


Esta medida não afeta apenas a contratação dos serviços de Ater, mas promove um desmonte de estratégias em curso para a inserção da agricultura familiar na comercialização de sua produção, nos mercados institucionais das compras públicas, como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).


Na última sexta-feira (01) o MST, tomou com surpresa a exoneração do superintendente do Incra no estado de Sergipe, André Ferreira Bonfim, e lançou uma nota (leia aqui).


Com a ocupação, os Sem Terra visam chamar a atenção do governo federal para a necessidade urgente de viabilizar terra para assentar as famílias acampadas no estado. O movimento reivindica desapropriações de terras para Reforma Agrária e acesso a políticas de desenvolvimento, como educação e assistência técnica, além de ações que viabilizem projetos produtivos e segurança hídrica nos acampamentos e assentamentos.

 

 

*Editado por Rafael Soriano