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Foto: Mídia Ninja 

 

Por Gianini Hackbardt
Da Página do MST

 

Está lançado o Festival Nacional de Arte e Cultura da Reforma Agrária. O ato aconteceu na Funarte Minas Gerais (Fundação Nacional de Artes de Minas Gerais), no dia 15 de junho, quando a ocupação completou um mês de luta. O Movimento anunciou o festival diante de aproximadamente 400 pessoas, público atento às palavras dos oradores da noite, João Pedro Stédile e Guê Oliveira. 


“Estamos numa verdadeira trincheira pela Democracia e a forma mais pedagógica e didática para defender ideias é a cultura. Dilma vai voltar. Mas tem que voltar com outra estrutura, próxima ao povo”, cobrou João Pedro, da Coordenação Nacional do MST. Guê, do Coletivo Nacional de Cultura, completou "a gente costuma dizer que usa a palavra para chegar às pessoas; arte e cultura para tocar as almas". 


Essa é a intenção do MST ao organizar um Festival em meio ao caos político que o Brasil enfrenta. Sensibilizar os trabalhadores, traduzir para a sociedade o que se constrói em décadas de ocupação e enfrentamento às injustiças da sociedade. E ainda, demarcar mais uma trincheira de resistência ao golpe e defesa da democracia.


A festa teve sequencia com shows de artistas mineiros. Subiram ao palco Titane, Vander Lee e os violeiros Wilson Dias, Rubinho do Vale e Pereira da Vila. A noite anunciou a grande celebração que acontecerá entre os dias 20 e 24 de julho, na capital mineira. 


A programação inclui shows nacionais, uma grande feira, com produtos regionais da Reforma Agrária; gastronomia típica do interior do país; debates; muita poesia e muita música.

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Foto: Mídia Ninja 


Participe


As inscrições para a Mostra de Poesia “Versando Rebeldia” e para o II Festival Nacional de Música, que trás o verso “Da luta brotam vozes de Rebeldia” como tema, foram prorrogadas para o dia 30 de junho. Todos os interessados podem acessar os regulamentos e se inscrever gratuitamente aqui


Encerramento da ocupação


Os artistas que ocuparam a Funarte Minas Gerais, após 30 dias de resistência, decidiram naquele dia ampliar as ações e partir para outra direção.


De acordo com a nota que lançaram é preciso ocupar toda a cidade, “conclamamos a todas e a todos que protagonizaram essa luta a construírem conosco o Levante Nacional da Cultura para seguirmos em movimento! Estamos mais fortalecidos para essa grande tarefa. Continuaremos ocupando e resistindo contra o golpe e por nenhum direito a menos!”, convocaram.


 

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