Por Gustavo Marinho
Da Página do MST

 

Desde o início da manhã de hoje (14) cerca de 200 Sem Terra ocupam a prefeitura do município de Atalaia, Zona da Mata de Alagoas, onde reivindicam políticas públicas para as áreas de assentamento e acampamento da cidade. Nas demandas, os camponeses cobram do poder público municipal políticas estruturantes para as áreas de Reforma Agrária no município.


De acordo com a coordenação do MST na região, essa é mais uma ação de cobrança dos camponeses. “Não é a primeira vez que precisamos vir até aqui para lembrar a prefeitura dos homens, mulheres, jovens e crianças que vivem nas áreas de acampamento e assentamento da Reforma Agrária em Atalaia. É preciso que o município garanta as mínimas condições para que nós possamos viver dignamente, com direito ao acesso à educação, saúde, fomento à agricultura, iluminação pública”, destaca a coordenação do movimento.


Nas reivindicações levadas ao município, os Sem Terra destacam quatro grandes eixos de demandas para o campo em Atalaia: educação, saúde, além de infraestruturas sociais e produtivas.


No campo da educação, a manifestação exige da prefeitura a reforma e ampliação da Ciranda Infantil Dorcelina Folador, localizada no assentamento Milton Santos, que recebe crianças dos assentamentos, acampamentos e povoados da região.


“Não podemos aceitar o descaso da prefeitura com esse importante espaço para os trabalhadores e trabalhadoras rurais em Atalaia. A Ciranda é uma conquista, mas que precisamos garantir que ela funcione de maneira efetiva, com condições dignas de funcionamento para receber as crianças da região”, afirmam.


A pauta também exige a abertura e a reforma em outras escolas nos assentamentos do município.


A ação cobra da prefeitura o fomento de atividades produtivas no município, em especial envolvendo os jovens que vivem nas áreas de assentamento, além da construção de uma unidade de beneficiamento de macaxeira para geração de trabalho e renda aos camponeses.


“Atalaia é um município com diversos acampamentos e assentamentos da reforma agrária e o poder municipal não pode ignorar a vida e a realidade dos que vivem no campo, como uma questão que também precisa ser encarada pelo conjunto do município. Nossas demandas aqui são as necessidades básicas para garantir que todos possam viver no campo de maneira digna todas as dimensões da vida”, disse a coordenação do MST.