Por Gustavo Marinho
Da Página do MST

 

Na manhã desta quarta-feira (08), os movimentos sociais de luta pela terra de Alagoas realizam diversos atos nas cidades alagoanas. Os camponeses e camponesas denunciam o governo de Michel Temer (PMDB) e seus ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.


Além das marchas pelas cidades, os Sem Terra ocupam as agências da Caixa Econômica Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pautando a defesa da Previdência Rural e a manutenção e fortalecimento do Programa Nacional de Habitação Rural.


Em Alagoas os camponeses e camponesas estão mobilizados nas cidades de São Luiz do Quitunde, Joaquim Gomes, Flexeiras, União dos Palmares, Piranhas, Delmiro Gouveia, Girau do Ponciano, Atalaia, Arapiraca, Murici e Teotônio Vilela.


Para Margarida da Silva, da direção nacional do MST, os poucos dias do governo interino de Temer já trazem medidas que afetam diretamente quem vive no campo brasileiro. “As ações do golpista e ilegítimo Michel Temer afetam diretamente o povo do campo, seja com a extinção de ministérios, o desmonte dos programas sociais como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, além da flexibilização das leis trabalhistas e a anunciada reforma da Previdência, são verdadeiros ataques à vida dos homens e mulheres do campo”.


Além do MST, participam das ações em Alagoas a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Via do Trabalho, Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Luta pela Terra (MLT) e Movimento Terra Livre.


As ações que iniciam hoje somam-se as mobilizações em todo o país durante a Jornada Unitária dos Trabalhadores e Trabalhadoras, Povos do Campo, das Águas e das Florestas, que já anunciam grandes ações até o próximo dia 10, onde as organizações que compõem a Frente Brasil Popular convocam atos nacionais contra Temer.


“Nossa unidade e nossas lutas, seja no campo ou na cidade, serão permanentes e não daremos sossego ao golpista Michel Temer e todos os seus aliados. Seguiremos denunciando o golpe, defendendo a democracia e o povo brasileiro. Os trabalhadores Sem Terra não aceitam esse golpe e os retrocessos orquestrado por Temer”, disse Margarida.