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Por Catiana de Medeiros
Da Página do MST

 

Por uma educação pública de qualidade, cerca de 70 alunos que ocupam a Escola Estadual de Ensino Médio Nova Sociedade, localizada no Assentamento Itapuí, em Nova Santa Rita, na região Metropolitana de Porto Alegre, realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (25) no bairro Centro da cidade.


Com cartazes e carro de som, os educandos fizeram uma caminhada nas principais ruas exigindo o fim do parcelamento dos salários do funcionalismo público estadual e o cumprimento da Lei do piso nacional do magistério. Eles também denunciaram a falta de investimentos em infraestrutura e de repasses de recursos para a merenda escolar, e protestaram contra a privatização da educação pública, medida prevista pelo Governo José Ivo Sartori (PMDB) por meio do Projeto de Lei 44/2016.


A Escola Nova Sociedade, terceira ocupada em área de assentamento da Reforma Agrária no RS, atende 320 alunos nas modalidades ensino fundamental, médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ela foi ocupada no final da tarde da última sexta-feira (20), quando os alunos começaram a preparar uma série de atividades em defesa da educação pública. De acordo com um dos organizadores da ocupação, Dionatan Cordeiro da Silva, não há previsão para a instituição ser desocupada.


“Estaremos mobilizados até que nossas reivindicações sejam atendidas. O governo que ataque a sonegação de impostos e não os direitos dos estudantes e dos trabalhadores”, argumenta.


Outras mobilizações


Além da Nova Sociedade, educandos ocuparam no dia 16 de maio a Escola Estadual de Ensino Médio Antônio Conselheiro, no Assentamento Bom Será, na região da Campanha do RS. Eles permaneceram no local até 18 de maio, mesmo dia em que ocorreu a ocupação da Escola Estadual de Ensino Médio Joceli Corrêa, no Assentamento Rondinha, em Jóia, no Norte gaúcho. Na manhã desta terça-feira (24), professores e alunos do educandário protestaram em frente ao prédio da 36.ª Coordenadoria Regional da Educação (CRE), no município de Ijuí.


O objetivo foi pressionar o Governo do Estado a atender as reivindicações dos estudantes, que decidiram, em assembleia com os pais, manter a escola fechada até a próxima terça-feira (31). Na próxima semana eles devem participar de um protesto em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre.