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Fotos: Mídia Ninja 

 

Por Lizely Borges
Da Página do MST


Movimentos sociais, partidos políticos e comitês locais em defesa da saúde, educação, cultura, comunicação, dentre outros, participaram na noite de segunda-feira (23), da plenária organizada pela Frente Brasil Popular-DF em defesa da democracia.


Cerca de 600 pessoas estiveram presentes no teatro Plínio Marcos, junto à Ocupa MinC - espaço ocupado por artistas em defesa da política de cultura -, para debater junto aos movimentos sociais que têm construído a resistência ao golpe parlamentar as medidas adotadas pelo governo interino de Michel Temer.


Medidas como a fusão extinção de ministérios e o rebaixamento em secretarias, o corte de programas e políticas sociais como Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Bolsa Família, a exclusão de mulheres e negros nos altos cargos governamentais, a recriação do Gabinete de Segurança Pública que tem a função de criminalizar a luta social, a privatização de empresas estatais, a reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a revogação de atos e portarias relacionadas às reformas urbanas e agrárias apontam, já nos primeiros dias da nova gestão de governo, um mandato antipopular e não alinhado às demandas sociais.  


Na avaliação dos movimentos, é neste mesmo lugar de fragilidade desta gestão, com a queda recente do ministro do Planejamento, Romero Jucá, associado à pressão popular, que há um caminho possível de resistência e derrota desta nova gestão para restituição de Dilma à presidência:


“Um governo que não tem legitimidade conferida pelo voto, que tem um programa de retrocessos sociais, sem apoio popular, e que gera desconfiança internacional, este governo cria as condições objetivas para que neste prazo de 120 dias possamos derrotar este governo golpista”, aponta Igor Felippe, membro da coordenação nacional do MST e mediador do debate.

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Fotos: Mídia Ninja 


Os artistas fizeram a leitura do diálogo vazado pelo jornal Folha de São Paulo entre o ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. As gravações evidenciam a relação entre o processo de impedimento da presidência e a paralisação das investigações pela Operação Lava Jato.


Para o senador Lindberg Farias (PT/RJ), a população já identifica a fragilidade deste governo e só ela tem poder para pressionar os senadores e alterar os votos na etapa final de apreciação do processo de impeachment.


“O governo Temer é um governo em crise, eles estão se atrapalhando por eles mesmos. Já caiu um ministro. O povo está olhando desconfiado para o que está acontecendo. Este governo não tem como se sustentar porque é muito frágil. Se acreditarmos nas mobilizações até a votação definitiva do impeachment, eu acredito que podemos virar este jogo”, finalizou.

 

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Fotos: Mídia Ninja 



Calendário de atividades da Frente Brasil Popular


01 de junho – Ato Não ao Golpe, Fora Temer! Senado Federal
08 e 09 de junho – Jornada de luta das e dos camponeses em defesa da democracia e contra os retrocessos nas políticas sociais. Ações em construção.
10 de junho – Jornada Nacional de Lutas contra o Golpe e pela Democracia. Atividades pelos estados.


Atividades apoiadas pela Frente Brasil Popular


25 de maio, às 10h – Reunião organizativa movimentos de mulheres, na CUT-DF
26 de maio, a partir das 13h. Parada LGBT de Brasília.
30 de maio, às 18h – Lançamento do livro A resistência ao Golpe. Praça Chico Mendes, Universidade de Brasília.
30 de maio, às 17h – Ato Golpistas Go Home. No Ministério da Cultura. Organizado pelo Comitê de Defesa da Revolução Cubana
 
Para saber mais sobre as ações da Frente Brasil Popular, clique aqui

 

 

* Editado por Maura Silva