Da Página do MST 


Integrantes do MST liberam na tarde desta sexta-feira (20), as rodovias de Tamarana, Nova Laranjeiras, Faxinal, e as praças de pedágios em Mandaguari e Arapongas, que estavam ocupadas desde a última quarta-feira (18), no Paraná.


As mobilizações tiveram inicio quando a policia militar do estado, a mando de Valdir Rossoni, secretário Chefe da Casa Civil do Paraná, realizou o despejo das 1,2 mil famílias do acampamento Sebastião Camargo, localizado na ocupação Fazenda Santa Maria, em Santa Terezinha do Itaipu.


Os donos da área, foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef e do lobista Fernando Moura, durante as investigações da Operação Lava Jato, da Policia Federal, por desvio de dinheiro público na Petrobrás.


Os trabalhadores Sem Terra se mobilizaram para denunciar a violência com que o governo do estado, com o aparato policial, vêm tratando a Reforma Agrária, como os dois assassinatos, em emboscada, de Vilmar Bordim, 44 anos, e Leonir Orback, 25 anos, no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, e o despejo truculento em Santa Terezinha. Além disso, eles cobram um plano para assentar as 10 mil famílias acampadas no Paraná.


A liberação das rodovias e pedágios só aconteceu após a definição de uma audiência, marcada para quarta-feira, com o governador Beto Richa, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e com governo federal.


Na quarta-feira (18), o MST divulgou uma nota oficial, onde coloca que os atos de violência vividos atualmente no Paraná, são muitos semelhantes aos do segundo mandato do ex-governador Jaime Lerner (1999 a 2003), onde centenas de famílias do MST passaram a ser aterrorizadas, torturadas, ameaçadas, além de ser registrado mais de 120 despejos, cerca de 470 prisões arbitrárias e 16 mortes de membros do Movimento.


Veja a nota na íntegra aqui