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Fotos: Ana Sofia 

 

Por Solange Engelmann
Da Página do MST


No Dia Nacional de Luta Contra o Golpismo Midiático, ocorrido nesta quinta-feira (05), cerca de 100 pessoas da Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Comitê gaúcho do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), realizaram um ato público e um Júri Popular da Mídia Golpista, na esquina da Avenida Ipiranga com a Érico Veríssimo e na frente ao Teatro Renascença, em Porto Alegre.


A ação aconteceu no final da tarde após uma oficina de cartazes produzidos em frente ao teatro e exibidos pelos manifestantes.


“Globo golpista”, “RBS Mente”, “ZHelotes”, “Apoio a ditadura e apoia o golpe” e “Monopólio é crime”, foram algumas das frases escritas nos cartazes.


No Júri popular, a mídia brasileira foi acusada e condenada por corrupção, racismo, misoginia, machismo, elitismo e golpismo.


Samara Ayres, do Levante da Juventude, relata que o objetivo do Júri foi julgar a Rede Globo de Televisão por criminalizar a população pobre da periferia e por apoiar o golpe contra a democracia no Brasil.


“Estamos fazendo um Júri popular contra a Rede Globo, especialmente pela desinformação, manipulação e o ódio, com que tratam a população: jovem, negra, pobre e da periferia”, aponta.


O Júri foi orientado a partir das seguintes questões: qual o papel da mídia na sociedade hoje? E qual o espaço da população nessa mídia?


A juventude apresentou o Manifesto dos jovens contra a Mídia Golpista, acusando-a de violar a Constituição Federal, por negar aos brasileiros o pleno direito de informação, esse que é um dos direitos sociais essenciais na democracia.


A mídia golpista é considerada um risco a democracia brasileira pelo apoio à ditadura militar de 1964 e por estimular o golpe contra um governo popular eleito democraticamente pela maioria dos eleitores brasileiros.


“Pelo golpe de 64 e pela longa noite de terror, tortura e censura que durou 25 anos. Pela manipulação nítida da eleição de 89 que elegeu Collor. Pela cobertura parcial, seletiva e criminosa que vem fazendo nos últimos anos tentando inviabilizar os governos populares”, condena o Manifesto.

 

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O crime do monopólio


Os grupos de imprensa no Brasil formaram grandes cartéis, acumulando inúmeros veículos de comunicação de massa e sequestrando o direito do povo ao livre acesso à informação e ao direito a comunicação popular.


A mídia monopolista criminaliza e tenta silenciar as populações pobres e os movimentos sociais, usando sua influência para impedir a construção de meios populares de comunicação, como as mídias alternativas e as rádios comunitárias.


Essa mídia também é corrupta, pois sonega impostos. Como o grupo RBS no Rio Grande do Sul, que conforme denuncia do militante pela democracia, Diógenes de Oliveira, pratica a lavagem de dinheiro e sonegação fiscal e hoje possui uma dívida de cerca de 670 milhões de reais ao fisco.


O Grupo RBS, juntamente com outras empresas, como Gerdau, os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pontual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi, entre outros, são investigados pela Operação Zelotes, desde março deste ano.


A Operação Zelotes denunciou um esquema de fraudes tributárias, com suspeitas de que grandes empresas brasileiras e multinacionais pagavam propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para anular multas tributárias milionárias.


As investigações apontam os processos tributários fraudados podem gerado um prejuízo de mais de R$ 21,6 bilhões aos cofres públicos.
 

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Rede Globo é o centro do golpe


Segundo o representante da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Celso Schroeder, diferente de 1964 quando a Globo apoiava o golpe militar, hoje ela está no centro do golpe.


“A mídia construiu a crise econômica e política, e hoje representa o que há de pior no país. Se colocando contra os princípios humanistas ao defender o racismo, a criminalização dos pobres e ter uma postura homofóbica”, denunciou.


Schroeder acredita que somente a mobilização dos movimentos sociais e dos trabalhadores é capaz de preservar a democracia e barrar o golpe em curso no país.


“Os movimentos sociais têm força e não permitirão que esse golpe ocorra. Vamos derrubar Cunha, Temer e quem mais for necessário para reestruturar o sistema democrático brasileiro”, afirma.
 

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