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Por Ronaldo Werneck

 

Faleceu ontem (04/05) Waldemar Rossi. Companheiro de incansáveis lutas, Rossi não está mais entre nós.  Internado no Hospital do Servidor Público há quase um mês, com o coração fraco e corpo debilitado, permanecia junto aos seus familiares, que se revezavam para lhe fazer companhia no hospital.


Waldemar Rossi nasceu em Sertãozinho, interior de São Paulo, em 17 de agosto de 1933. Católico fervoroso, veio para capital em 1960, para trabalhar na coordenação da JOC - Juventude Operária Católica. Logo no início dos anos 60 começou a trabalhar no setor industrial, de onde se tornou referência para os trabalhadores, não só católicos. Veio daí sua militância sindical.


Tornou-se dirigente da pastoral operária e em 1967 encabeçou a "Chapa Verde", em oposição aos interventores, que estavam a serviço da ditadura militar, que assolava o país. Os interventores administrava o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Incansável pela luta dos trabalhadores, em 1972, Rossi, pela segunda vez, organiza outra chapa para disputar a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.


Durante esta década de 70, atua na organização de comissões de fábricas clandestinas e, em 1980, participa ativamente da construção da CUT - Central Única dos Trabalhadores - e do Movimento de Oposição Sindical Metalúrgica. Também foi um dos fundadores do PT - Partido dos Trabalhadores.


Sua história é um misto de luta e compromisso com a classe trabalhadora. Travou o bom combate. Metalúrgico aposentado, sempre gentil, também esteve presente na comissão da verdade, que investigava os crimes da Ditadura Militar no Brasil. Companheiro Waldemar deixa sua companheira Célia, seus cinco filhos, além de genro, noras e netos.


Segundo informações levantadas pelo Blog dos Radialistas, o velório do corpo será realizado no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, logo nesta manhã de quinta feira (5), e seguirá para igreja da Praça da Sé por volta das 12h00. No final da tarde segue para o Crematório de Vila Alpina, onde o corpo será cremado.


Waldemar Rossi, presente! Agora e sempre.