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Por Geani de Souza
Da Página do MST


Na última segunda-feira (02), na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Cascavel, aconteceu a III Jornada Universitária, em defesa da Reforma Agrária e da Democracia, que esse ano trás como tema a violência e a impunidade no campo.


A atividade teve como objetivo geral dialogar com a sociedade o Projeto de Reforma Agrária Popular proposto por movimentos sociais do campo.


Durante a programação do evento foi lançada a Feira Agroecológica da Reforma Agrária. Uma parceria entre a Pró-Reitoria de Extensão da Instituição e os movimentos sociais. A feira é um ambiente de aquisição de alimentos saudáveis, fruto das áreas de assentamentos do Oeste do Paraná. 


O pró-reitor de Extensão, Rosalvo Shutz, ressalta que “a feira - que será montada todas as quartas-feiras no período matutino, com a exposição de produtos agroecológicos, produzidos pelos dos trabalhadores rurais - está à disposição da comunidade”.


Agronegócio e a violência no campo


Durante a atividade foi organizada uma mesa de debate entorno da violência no campo Os Sem Terra apresentaram relatos de casos envolvendo integrantes do Movimento,  em especial, o ataque a um grupo de Sem Terra em Quedas do Iguaçu, que resultou na morte de dois trabalhadores. O Movimento também lembrou os 20 anos de impunidade do massacre em Eldorado dos Carajás, no Pará.


A mesa também debateu entorno dos agrotóxicos consumidos hoje no Brasil, que é o  maior consumidor de agrotóxicos do mundo. 


Em média cada brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxicos por ano, já os habitantes da região Oeste do Paraná consomem 12 litros, quase três vezes a média nacional.


O Paraná é o terceiro maior consumidor de agrotóxicos do país. Enquanto a média de intoxicações no estado é de sete pessoas por 100 mil habitantes, no Oeste o índice chega a 53,5 por 100 mil.