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Por Jailma Lopes
Da Página do MST

 

Desde o último dia (25), centenas de pessoas estão reunidas entorno da Jornada Potiguar de Luta pela Reforma Agrária no Rio Grande do Norte.


Com muita mística, animação, solidariedade, apresentações culturais, exposição fotográficas, aulas públicas,
todos, do vendedor de picolé, aos artistas populares, passando por professoras e professores universitários, personalidades nacionais e o conjunto de organizações que constroem a Frente Brasil Popular pautaram temas relacionados às famílias acampadas e assentadas de todas as regiões do estado.

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Atividades


Na manhã de ontem (28), foi realizada uma aula pública pela professora Dra. Ilena Barros, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sobre “20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás: Violência no Campo, Democracia e Reforma Agrária”. 


Para Barros, “o acampamento cumpre um papel fundamental nas demandas dos Sem Terra no estado, como a denúncia na morosidade da Reforma Agrária; a violência do campo; o aumento das forças do agronegócio; o golpe em curso e a defesa da democracia”.


Nesse sentido, “a aula pública sobre violência no campo foi um espaço de discussão sobre as raízes dessa violência e seus algozes. Aqui discutimos os 20 anos de impunidade do Massacre de Eldorado dos Carajás e fortalecemos as estratégias de luta e resistência”, finalizou.”


Já na quarta-feira (27), o acampamento recebeu a presença e solidariedade do cantor Tico Santa Cruz, que falou sobre a importância da mobilização e da sua tarefa na luta, em contribuindo como um agitador do Movimento nas lutas populares, que tanto é criminalizada.


“Não dá pra ser indiferente, a dor, a luta, e a necessidade das pessoas, embora exista gente que seja, e não se importe com a luta que vocês travam, disse.”


Santa Cruz, reafirmou que vai seguir levando o exemplo de luta do MST aonde for. “Nossas responsabilidades são do tamanho dos nossos privilégios”.

 

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O cantor Tico Santa Cruz 


Durante o evento a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) realizou a abertura de uma exposição fotográfica feita pelo coletivo e uma atividade com colagens de lambes relacionados às pautas de luta.
Para Alyne Macedo, da MMM, a mobilização realizada no estado demonstra a motivação de luta da classe trabalhadora. 


“A jornada está mostrando ao Rio Grande do Norte, que o povo não foi derrotado. Pelo contrário, estamos ainda mais fortes e articulados para enfrentar os poderosos, não aceitaremos nenhum direito a menos. Com mística, formação, solidariedade e o esforço em construir a unidade entre o campo e a cidade, o MST mostra para toda sociedade que outro mundo é possível. Isso nos fortalece para que possamos seguir na luta pela Reforma Agrária e em defesa da democracia”, disse. 


Em reunião nessa sexta-feira (29), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) se pronunciará sobre as pautas apresentadas pelo Sem Terra, que inclui o assentamento imediato das famílias que há anos vivem em acampamentos em todo o estado.