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Da Página do MST
Por Jailma Lopes

 

Desde a segunda-feira (25), no Rio Grande do Norte, cerca de 600 Sem Terra saem em marcha dos seus acampamentos e assentamentos rumo capital, Natal, iniciando as atividades da Jornada Nacional pela Reforma Agrária Popular, em Defesa da Democracia e Contra o Golpe.


Marcada por mística, músicas, palavras de ordem, intervenções de agitação e propagada, atividades culturais, formação política e unidade de popular, com o apoio das organizações que constroem a Frente Brasil Popular, a marcha potiguar seguirá por tempo indeterminado na capital, aponta o MST.


“Esse período de acirramento da luta de classes, exige que o conjunto da classe trabalhadora se mantenha mobilizado, denunciando os projetos de morte e anunciando os projetos de vida”, ressalta Lucenilson Angelo, da direção nacional o MST.

 

“Para nós, está colocada a tarefa de dialogar com a classe trabalhadora da cidade sobre o bloqueio da reforma agrária, que se explicita com a última decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de impedir a execução do orçamento do Incra; cobrar do governo do estado os compromissos assumidos desde março 2015, com relação às políticas públicas para o campo; bem como denunciar o golpe em curso a democracia brasileira, em que a postura unânime das oligarquias do RN, envergonharam o povo potiguar no últimos dia 17/04”, destaca o dirigente.


O movimento também denuncia a violência e impunidade no campo, fazendo memória e denunciando os 20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, onde foram assassinados 21 Sem Terras no Pará e 20 anos depois são as mesmas posições de classe que orquestraram o assassinado, recentemente, de 2 companheiros no Paraná, bem como o assassinato da democracia, denunciam os Sem Terra.


Para Angelo essa jornada será um marco histórico, tanto pelo momento político e pelo processo de construção a partir da unidade popular, que a longo prazo pode possibilitar a reestruturação da esquerda brasileira, como pela atualidade da luta pela terra e a reforma agrária para o povo do campo e da cidade, assume.


“A reforma agrária é uma das condições concretas para enfrentar a crise econômica, e garantir vida para o conjunto da sociedade brasileira, à medida que apontamos a produção de alimentos saudáveis e baratos para o povo”, destaca.

 

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