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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

 

Com cantos, poemas, danças e uma alegria contagiante, cerca de 300 mulheres realizaram na tarde do último dia (14), um grande ato cultural e feminista denunciando a violência, defendendo a democracia e se posicionando contra o golpe.


A ocupação aconteceu no Campo Grande, no centro de Salvador, e chamou atenção da população ao redor, que recebiam panfletos e debatiam, junto às manifestantes, a construção de um projeto popular para o país.


Compreendendo o atual cenário político e a necessidade de estar nas ruas defendendo a democracia, Olga Cristina, artista e ialorixá, diz que “nós mulheres temos que nos unir, porque é ocupando o protagonismo, que não deixaremos o golpe acontecer”.


Esse foi o sentimento que norteou as atividades da ocupação feminista.


“Queremos um país livre”


A simbologia das lutas históricas das negras e negros contra as opressões, a partir do samba de roda e de falas em repúdio ao modelo burguês de sociedade, deram o tom político da atividade, realizando um recorte identitário ao processo.


De acordo com Maíra Guedes, do Núcleo Negra Zeferina e da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), a burguesia lucra com a morte da classe trabalhadora.


Ela destaca, que historicamente existe uma estrutura social machista e racista contra as mulheres negras e pobres. “Nós queremos um país livre e só com as mulheres nas ruas, lutando por uma sociedade melhor, conseguiremos também avançar quanto classe”, destacou.


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Unidade na luta


A atividade reuniu diversos movimentos e organizações populares, como a Consulta Popular, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude, MMM, dentre outros.


Numa grande roda e de mãos dadas, as mulheres assumiram o compromisso de permanecer mobilizadas, intensificando a participação nas lutas em defesa da democracia nessa sexta-feira (15) e no domingo (17).


“Somos mulheres artistas dizendo que país a gente quer e, por isso, estaremos nas ruas defendendo a democracia e afirmando que no Brasil não haverá golpe”, enfatizaram.