convenis-1.jpg

 

Por Geanini Hackbardt
Da Página do MST 

 

Trabalhadores Sem Terra, Governo do Estado e Fundação Ruralminas assinaram, no último dia (13), a proposta de trabalho para implementação de sistemas de abastecimento de água, construção e reformas de estradas, além de pequenas barragens nas áreas de Reforma Agrária em Minas Gerais.


Duas mil famílias terão acesso à infraestrutura adequada para o desenvolvimento socioeconômico e produtivo. Com aporte do Ministério do Desenvolvimento Agrário, serão investidos 30 milhões de reais, em 66 assentamentos. As regiões contempladas – Triângulo, Rio Doce, Sul, Zona da Mata, Alto Paranaíba, Jequitinhonha, Mucuri, Norte, e Metropolitana – abrangem o total de 38 municípios.


O projeto prioriza o abastecimento de água par atender as condições básicas de moradia às famílias, permitindo significativa melhora da qualidade de vida, potencializando a produção de alimentos livres de agrotóxicos e a geração de renda no campo. Como afirmou Luiz Afonso Vaz de Oliveira, Presidente da Ruralminas, “sem infraestrutura mínima, não é possível que o homem resida no campo”.


Para o Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)  Gilson de Souza, a articulação das demandas populares junto ao estado é central para garantir a implantação das políticas públicas necessárias das demandas populares junto ao estado é central para garantir a implantação das políticas públicas necessárias. “Quando o movimento social e os governos tem a disposição de trabalhar em parceria para atender uma demanda histórica em relação aos assentamentos de minas gerais, conseguimos avançar.”


Souza destacou ainda as três áreas emblemáticas que foram desapropriadas recentemente, Ariadnópolis, Felisburgo e Novo Cruzeiro, ressaltando que “não fosse a ousadia do MST de ter essa preocupação, botar na pauta do dia a demanda das famílias, nada não teria saído nesse tempo”.


Para o MST, este é um direito conquistado a partir anos de luta e muito empenho diante do Estado, uma pauta que atravessou governos, porém os desafios continuam. “Na verdade encerra-se hoje um trabalho iniciando outro muito maior, que é o de atender efetivamente a demanda das famílias assentadas com água, com estradas, com a estrutura necessária para desenvolver os assentamentos”, observou o integrante da direção do movimento no estado, Nei Zavaski.  


“Uma parte apenas dos assentamentos estão aqui. Esperamos que este seja um primeiro passo para produzir o desenvolvimento rural sustentável, com qualidade de vida no campo mineiro”, ressalva o dirigente.