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Da Página do MST


Na tarde desta segunda-feira (11), cerca de 500 integrantes de movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular e à Frente Povo Sem Medo ocuparam a Praça da Matriz, Centro Histórico de Porto Alegre (RS), onde constroem o Acampamento da Legalidade e da Democracia.


De acordo com o dirigente estadual do MST, Cedenir de Oliveira, esta mobilização popular, que inicia no mesmo dia da votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) na comissão de impeachment, tem como objetivo defender a democracia e denunciar o golpe em curso no país, além de marcar o início da Jornada de Luta por Reforma Agrária para os Sem Terra. 


Os participantes do acampamento, de várias regiões do estado, começaram a se concentrar na praça por volta das 16 horas, com lonas, barracas e colchões. Segundo Oliveira, o Acampamento da Legalidade e da Democracia se manterá em caráter de resistência, portanto, não há previsão para os manifestantes deixarem o local. “Sairemos daqui somente quando a democracia não estiver mais em risco, quando o golpe for derrotado”, afirma.


O acampamento terá atividades de formação, com debates sobre diversos temas, oficinas, aulas públicas e momentos culturais. Nesta terça-feira (12), a partir das 9 horas, ocorre uma roda de estudos sobre “Por que o impeachment é golpe”, com o advogado Jacques Alfonsin e a ouvidora da Defensoria Pública, Denise Dora. Às 19 horas, está prevista uma aula pública com o procurador regional da República, Domingos Silveira.


Resistência


Maria do Carmo Bittencourt, da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), explica que a Praça da Matriz é um espaço de resistência histórico para os movimentos sociais, local onde em agosto de 1961 se instalava a Movimento da Legalidade, liderado pelo então governador do Estado Leonel Brizola ao tomar conhecimento da renúncia de Jânio Quadros à presidência. Era um movimento pela garantia da posse do vice João Goulart e em defesa da democracia brasileira.


“Mais de 50 anos depois os movimentos tomam novamente a Praça da Matriz, que será um espaço de resistência e de fortalecimento da nossa luta pela democracia. Não deixaremos o Brasil dar nenhum passo atrás neste sentido”, declara Maria.


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