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Da Página do MST 


Neste 7 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde, a data foi instituída em 1948 pela Assembleia Mundial da Saúde e tem como objetivo conscientizar a população sobre os diferentes fatores que afetam a saúde humana. 


Em comemoração ao dia, diversas atividades serão realizadas em todo o país, em Brasília, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) realiza um ato em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Democracia no edifício sede do Ministério da Saúde, na Esplanada dos Ministérios.


Atividades semelhantes devem ocorrer simultaneamente em diversas capitais e cidades pelo Brasil. A proposta do CNS é que Conselhos Estaduais e Municipais organizem, em parceria com movimentos sociais, abraços a símbolos do SUS em sua região.


Além de participar das atividades programadas pelo CNS, o MST também realiza ações pelo país em defesa do SUS e da saúde pública. 


O Movimento repudia a forma que o governo federal está tratando o tema da saúde no Brasil, com a mudança do Ministério da Saúde, que visa garantir acordos políticos e privilégios às empresas e corporações que seguem no rumo da privatização da saúde, do desmonte do SUS e do enfraquecimento das políticas e programas progressistas no campo da saúde coletiva, assim como as políticas de equidade, da participação popular e na formação de trabalhadores e trabalhadoras do SUS.


Essa é uma das bandeiras do MST, que salienta a necessidade de defender o SUS atrelado à luta política em defesa de um sistema de saúde que tenha a perspectiva de contribuir na melhoria das condições de vida das pessoas em especialmente na zona rural onde a população mais sofre com a carência de políticas públicas de saúde. 


Isso ficou comprovado em um relatório publicado em 2015, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). 


O documento mostrou que 56% das pessoas que vivem em zonas rurais em todo o mundo não têm acesso a serviços essenciais de saúde – mais que o dobro do registro nas zonas urbanas, onde 22% dos habitantes não têm cobertura. 


O relatório apontou ainda que a África e América Latina são as duas regiões onde o problema é mais grave. Na Nigéria, por exemplo, mais de 82% da população rural está excluída dos serviços sanitários por conta do número insuficiente de trabalhadores da saúde, frente a 37% nas zonas urbanas.


O veneno à mesa 


O uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil é atualmente um dos maiores fatores de risco para toda a população. 


Só em 2014 foram usadas 914 mil toneladas de agrotóxicos em 2014, gerando uma receita de U$12,2 bilhões para a indústria de agrotóxicos, composta em sua maioria por empresas estrangeiras. 


No mesmo ano o Ministério da Saúde lançou documento oficial em que registrou mais de 34.000 intoxicações por agrotóxicos entre 2007 e 2014. 


Especialistas, no entanto, afirmam que este número pode ser 50 vezes maior, devido ao alto índice de subnotificações. 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) detectou no último estudo que 64% dos alimentos analisados tinham resíduos de agrotóxicos. Segundo a Campanha Contra os Agrotóxicos, em 2014 foram consumidos 7,3 litros de agrotóxicos para pessoa no Brasil.


Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida


Também neste dia 7, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida completa cinco anos. 
A campanha também realizará e participará de atividades contra o uso de agrotóxicos em todo o país. 


O objetivo da campanha - que é resultado de muitas iniciativas e articulações entre diversas organizações - é denunciar o modelo que domina a agricultura brasileira por meio de sua principal contradição: os agrotóxicos.


Ao mesmo tempo em que a Campanha busca explicitar as contradições e malefícios gerados pelo agronegócio, ela também vem trazer um anúncio. Por isso traz em seu nome a Vida, colocando a agroecologia como paradigma necessário para construção de outro modelo de agricultura.


De acordo Nivia Silva, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), neste período a luta contra agrotóxicos se tornou uma tarefa fundamental para os movimentos e organizações populares, pois "para o agronegócio os agrotóxicos são uma espécie de “calcanhar de Aquiles”: eles expressam uma das principais contradições deste modelo".