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Por Fábio Reis
Da Página do MST

 

Cerca de 2.500 mulheres Sem Terra se mobilizaram na manhã desta terça-feira (8), em três grandes regiões do estado de Santa Catarina.


Em São Miguel do Oeste foram cerca de 1000 mulheres, em Lages 500 companheiras e em Chapecó foram 1000 mulheres. 


A mobilização foi formada pela união de diversos movimentos do campo e da cidade, além da igreja, Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude Rural (PJR) e sindicatos.

Para Irma Brunetto da direção nacional do MST, o oito de março não pode ser aderido pelo capital para que se venda mercadorias, pois é um dia de luta.


“Temos que aproveitar esse dia para dizer mais uma vez que somos contra a violência, não dá mais para permitir a discriminação e o conservadorismo. Uma violência sutil contra as mulheres”, advertiu Irma.
 
Em Chapecó as mulheres seguiram em marcha até a delegacia regional da mulher, mas encontraram as portas fechadas, pois a mesma só funciona meio período. As Sem Terra exigem que a delegacia funcione 24hs, como forma de protesto, as mulheres deixaram cruzes em frente à delegacia.


“É momento de chamar a atenção da sociedade, para esta pauta coletiva, em defesa da alimentação saudável, da permanência de homens e mulheres no campo com dignidade, de falar que a violência contra as mulheres persiste e algo urgente precisa ser feito”, afirma o companheiro do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Taiti Zambenedetti.


Já para a Joana Sebenn, representante do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o 8 de março é uma data histórica, não apenas para as mulheres, mas para a sociedade como um todo.


“Surge com a luta das mulheres Socialistas que buscavam relações de igualdade, de oportunidade entre homens e mulheres. Enfrentamento contra a exploração que a classe trabalhadora e em especial as mulheres eram submetidas. É uma data onde se rememora a luta por salários justos, redução da jornada de trabalho, pelo fim da violência”.