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Do Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

 

Entre os dias 27 e 28/02, cerca de 320 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra, das brigadas Ernesto Che Guevara e Elias Gonçalves de Meura, realizaram no pré assentamento Margaridas Alves, localizado no município de Itabela (BA), mais um espaço de estudo, planejamento e articulação com o tema “Agroecologia, uma luta de todos”.


Para os Sem Terra, a produção de alimentos saudáveis é uma arma política contra o agronegócio e precisa ser construída e debatida pela sociedade como um todo.


Pensando nisso, foi discutido a pluralidade produtiva e o fortalecimento da cultura camponesa diante dos grandes monopólios do agronegócio, enfatizando o protagonismo da mulher do campo e garantindo o diálogo nos diversos setores da sociedade.


Jaziam Mota, da direção estadual do MST, acredita que a agroecologia também é uma ferramenta de fortalecimento da classe trabalhadora diante do contraditório modelo de produção capitalista.


Para Ela, os encontros intersetoriais e as atividades de formação permitem pluralizar, fortalecer e unificar o debate em torno da agroecologia a partir de ações cotidianas.


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Já Arleu Kai, do Setor de Produção da regional Extremo Sul, afirma que a produção agroecológica é uma experiência positiva e viável, especialmente para os jovens e as mulheres, por garantir a recuperação e conservação dos recursos naturais, a revitalização dos ecossistemas locais e desenvolver a inserção sócio econômica e agroextrativista das famílias camponesas.


Durante os dois dias de estudo, os trabalhadores denunciaram o agronegócio como um projeto que expulsa os povos e comunidades camponesas, destruindo o meio ambiente e gerando segregação social, a perca da diversidade das sementes e ameaçando a vida do planeta.


De acordo com Uelton Pires, também da direção estadual, existe a necessidade de trabalhar de maneira permanente a formação de consciência dos trabalhadores do campo e da cidade.


“Existe um pensamento hegemônico em torno do agronegócio e da produção de alimentos com veneno, reproduzido pelas grandes mídias, que manipula a população das cidades e do campo. Temos a tarefa de construir uma frente de articulação e formação política para conscientizar e denunciar o modelo de produção do agronegócio”, concluiu Pires.