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Da Página do MST 

 

Como resposta à ofensiva da direita venezuelana e regional, movimentos sociais e partidos políticos do Brasil organizaram uma jornada de solidariedade ao governo da Venezuela, nesta quinta-feira (25), nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Boa Vista, Manaus e Belém.


Em Brasília, movimentos sociais foram até a sede da Embaixada da Venezuela onde entregaram um manifesto de apoio à Revolução Bolivariana e reafirmaram a necessidade da continuidade dos programas sociais instituídos a partir do governo do presidente Hugo Chávez.


De acordo com o manifesto, lido pela integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Ana Moraes, a Venezuela “luta contra os ataques da direita, contra o pensamento único da mídia internacional e contra a crise econômica, de dimensão internacional, que atinge fortemente o país pelas baixas dos preços do petróleo.


E, ainda assim, segue firme em seus ideais e valores da Revolução Bolivariana, e acaba de propor um conjunto de medidas de enfrentamento a esse difícil momento, sem recorrer à cartilha neoliberal e sem penalizar os trabalhadores por uma crise que é do capital internacional”. Os movimentos estão colhendo assinaturas para o manifesto que já conta com a adesão do escritor Fernando Morais, entre outros intelectuais e ativistas.


O deputado Paulo Pimenta, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, também prestou solidariedade ao governo da Venezuela.

 

“Todos nós latino-americanos somos filhos de uma mesma causa e temos um sonho em comum: o de construir uma sociedade onde as pessoas sejam valorizadas, independente de sua classe social, e onde cada um de nós possa ser construtor de um projeto cidadão.”, afirmou. “Embaixador Alberto Castellar, receba o nosso abraço, a nossa solidariedade e o nosso compromisso de companheirismo e de luta”, concluiu.


O embaixador da Venezuela no Brasil, Alberto Castellar Padilla, agradeceu, em nome do presidente Nicolás Maduro, o apoio recebido dos movimentos sociais e parlamentares brasileiros. Castellar afirmou que a Venezuela segue comprometida com o legado integracionista de Simón Bolívar.


“A Venezuela seguirá impulsando os processos de integração, como a Celac, Unasul, Alba, Mercosul e Petrocaribe e todos aqueles espaços unitários que signifiquem a união para a América Latina e o Caribe. Não nos deixaremos dividir pelos agentes do neoliberalismo que desejem acabar com a integração regional. Seguiremos trabalhando pela união e pela amizade entre os governos e os povos de Brasil e Venezuela”, declarou.


Também estiveram presentes no ato o Deputado João Daniel (PT), representantes do PcdoB, Psol, e movimentos da juventude brasileira.  As vozes de apoio e mensagens solidárias também ficaram expressas nos demais atos que ocorreram na tarde desta quinta-feira no Rio de Janeiro, Boa Vista, Manaus e Belém.