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Foto: Marcelo Cruz


Por Viviane Brígida
Da Página do MST


Desde a última quarta-feira (16), acontece a I Feira Estadual do MST do Pará no município de Marabá. Cerca de mil camponeses e camponesas vêm para a cidade pólo da região sul do Estado e participam do evento que acontece de 15 a 18 deste mês no Ginásio Poliesportivo Renato Veloso que celebra os 25 anos do Movimento.


Segundo Izabel Rodrigues e Suely Gomes da coordenação da feira, estar em Marabá é uma demonstração de diálogo com a sociedade da região sul e sudeste do Estado, em um dos mais destacados municípios paraense. “Os Sem Terra fazem a luta pela conquista da terra e produzem alimentos para o povo”, afirmam.


A cidade é pólo da região marcada por conflitos agrários e onde se concentra a maioria dos assentamentos de reforma agrária como também os poderes públicos na região do sul e sudeste paraense.


“Queremos dialogar com a sociedade marabaense sobre a luta pela reforma agrária. Mostrar que os Sem Terra reivindicam, ocupam e produz na terra. Apresentar para o povo mais de 60 produtos diversificados além de debater a importância da organização dos assentamentos de reforma agrária e não áreas apenas para pasto e gado. Os camponeses utilizam a terra para produzir alimentos para a sua família e também para a sociedade” destaca Rodrigues.

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Foto: Marcelo Cruz


A feira possibilita avaliar o futuro dos assentamentos, das agroindústrias nas áreas de assentamentos, agregar valor aos produtos e tirar das mãos do atravessador o poder de venda. O Movimento também quer mostrar que apesar de serem trabalhadores e trabalhadoras sem terra, e em sua maioria desprovidos da tecnologia, resistem no preparo da terra com a intenção de fortalecer e potencializar experiências de uma produção de alimentos sem uso de venenos e de forma agroecológica.


De acordo com Suely Gomes, o MST Pará completa 25 anos e dentre os seus desafios é criar espaços de comercialização para os camponeses e camponesas possam ter uma comercialização direta com os consumidores.


“Ressaltamos que a maioria dos produtos, são significativamente produzidos nos quintais, como as hortaliças e a criação de galinha caipira. É preciso se constituir mercados diretos do produtor com o consumidor” declara Gomes.


O encontro também garantirá o fortalecimento para que as áreas da organização, seja acampamentos e assentamentos rurais, possam potencializar a cooperação, as atividades produtivas coletivamente e agregar valor aos produtos que saírem dos assentamentos. “Este encontro será um espaço de alegrias e confraternização da reforma agrária dos assentamentos e acampamentos do movimento” ressaltam as camponesas. 

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Foto: Marcelo Cruz