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Foto: Márcio Rogério/Nova News


Da Página do MST


Mais de mil famílias do MST desocupam a Fazenda Saco do Céu, no município de Nova Andradina. A decisão de acatar a reintegração de posse que estava marcada para quinta-feira (03), ocorreu após uma Assembleia dos acampados e acampadas, onde fizeram um debate sobre o cumprimento da decisão judicial.


A propriedade rural Saco do Céu possui 5,2 mil hectares e, após vistoria realizada no início de 2014, foi considerada improdutiva pelo Incra. No entanto, as famílias estão sofrendo reintegração sem nenhuma sinalização sobre o processo de desapropriação da área para fins de Reforma Agrária.


No final da tarde, as forças policiais de Nova Andradina e a Tropa de Choque de Campo Grande, composta por mais de 150 homens, ainda se encontravam no local, considerando que estão lá desde as primeiras horas do dia. O tenente coronel Marcos Paulo é o responsável pelas forças armadas.


Com relação à logística para a retirada das famílias, seriam providenciados, junto à fazenda, ônibus e caminhões, porém até o momento os acampados estão com os barracos desarmados e o transporte ainda não chegou.

 

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Foto: Márcio Rogério/Nova News

Diante disso, o Movimento publicamente que as forças policiais não estão cumprindo o que foi acordado pela manhã. Além dos caminhões que não chegaram, máquinas estão passando por cima dos barracos que ainda estavam sendo desmontados pelas famílias e muitas delas tem apenas isso para organizar a vida em outro lugar.


O MST solicitou foi que as forças policiais dessem o tempo necessário para as famílias desmontarem seus barracos e que não houvesse uso de força, muito menos de falta de respeito com o pouco que essas pessoas possuem.


Há cinco anos não existe Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul e a luta do MST continua para que as as famílias tenham um pedaço de chão de forma que, possam construir uma vida digna.


Na tarde desta quarta-feira (2), o MST do estado do Mato Grosso do Sul soltou uma nota pública para denunciar a situação das mais de mil famílias acampadas que desde o dia 21 de agosto de 2015 estão no local e agora sequer terão a chance de colher o que plantou.


 

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Foto: Márcio Rogério/Nova News