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Por Viviane Brigida
Da Página do MST

 

Entre os dias 12 e 14/11 Sem Terra se reuniram no encontro Regional do Setor de Produção no Assentamento João Batista, no município de Castanhal, no Pará. 


Agroecossistemas, modelo de agricultura, produção de sementes e alimentos saudáveis e os desafios nos assentamentos da região foram temas que orientaram as reflexões durante o encontro. 


Os trabalhadores também puderam vivenciar durante o encontro a experiência do Sistema Agroecológico em Produção Orgânica (SAPO).


A força política em seu território


Para os camponeses Sebastião Lopes e Teófila Nunes, a agroecologia potencializa a luta dos trabalhadores no campo. 


“São as experiências agroecológicas que fortalecem a luta e vem construindo um novo território social e cultural nos assentamentos de Reforma Agrária. Nossos agroecossistemas são ferramentas para combater também o modelo do agronegócio no campo. São eles nossos espaços de fortalecimento contra o capital no território em que vivemos” afirmou Lopes. 


Já para Teófila, iniciativas como essa também contribuem para potencializar educação no campo. 


Várias são as práticas agroecológicas aliadas à educação nos assentamento da região. Nos educar para a vivência política e social a partir da agroecologia, é transformar o nosso modo de vida. A diversificação é uma construção, um processo.” acredita Teófila Nunes. 

 

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Agroecologia na Amazônia


Dentre os temas trabalhados durante o encontro estava a agroecologia e o camponês na região amazônica. 
O professor William Assis do Núcleo de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Pará (NCADR/ UFPA) contribuiu nas reflexões sobre o tema e seus desafios. 


“O conhecimento, paciência, planejamento são elementos importantes para compreensão coletiva. A forma de lidar com a natureza define o mundo ao nosso redor. O princípio da agroecologia é sempre tentar encontrar o equilíbrio.” destacou Assis.


Ao final do encontro, os participantes levantaram questões para o avanço da organização do setor de produção bem como no avanço da produção nas áreas de acampamentos e assentamentos da regional.