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Por Jamile Araújo e Wesley Lima
Da Página do MST


Na última sexta-feira (13), mais de 250 trabalhadores do campo e da cidade, em sua maioria jovens, ocuparam as ruas do centro de Salvador, e exigiram a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Os trabalhadores se concentraram no Campo Grande e saíram em marcha, pela Avenida Sete, até a praça Castro Alves. No percurso, denunciaram as investidas conservadoras do deputado “que representam um retrocesso político e social aos direitos de todos os brasileiros”, enfatizou os manifestantes.


Cartazes, panfletos e gritos de ordem dialogaram com a sociedade sobre os projetos de lei defendidos por Cunha e apontaram tais propostas como um “atentado à democracia”. 


Diversas atividades e intervenções urbanas contra o deputado aconteceram em mais de 10 cidades, como: Cachoeira, Guanambi, Brumado, Jequié, Feira de Santana, Salvador, Vitória da Conquista, Ilhéus, Cruz das Almas. 


Nas redes sociais, a campanha “Fora Cunha” ultrapassou a marca de 70 mil pessoas envolvidas. 
 

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Levante-se contra Cunha


A juventude do Levante Popular vem realizando, desde o início do mês, ações exigindo a saída de Cunha da Câmara. Exemplo disso, foi o escracho em frente à casa do deputado em Brasília, no dia 2 de novembro. 


Logo em seguida, no dia 4, a juventude “devolveu” os dólares da Suíça, pelo qual está sendo acusado de sonegar. Este episódio levou a prisão dos militantes Thiago Ferreira e Carla Bueno. 


Além disso, o movimento realizou uma série de intervenções por todo o país.


“Não estamos contentes com a forma de fazer política adotada por Eduardo Cunha. Ele é inimigo do povo e capitaneou medidas que traz retrocessos, como a terceirização, redução da idade penal e o PL 5069”, explicou Patrícia Chaves, da coordenação nacional do Levante. 


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Frente Brasil Popular


As lutas estão sendo construídas de maneira coletiva pela juventude, contando com o apoio de diversos movimentos sociais que integram a Frente Brasil Popular.


Com o lema “Em defesa da democracia, da Petrobrás e contra os ajustes fiscais”, a frente vem realizando mobilizações em estados, como: Espírito Santo, Goiânia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão, Ceará, Piauí, Alagoas, Amapá, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.


De acordo com Evanildo Costa, da direção estadual do MST, a classe trabalhadora está vivendo um momento impa no fortalecimento da unidade política para garantir avanços e conquistas. 


“O Movimento Sem Terra também está nas ruas dizendo não a corrupção e contra qualquer tipo de política que deslegitime a conquista da classe trabalhadora. Com esta unidade entre os movimentos populares de todo Brasil, construiremos um país melhor”, destacou Costa.