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Da Página do MST


Desde o dia 1° de outubro, o MST do Distrito Federal e Entorno segue com o acampamento permanente em defesa da Reforma Agrária Popular, em frente a sede do governo do DF e da Câmara legislativa local, no eixo monumental em Brasília.


Com o objetivo de destravar as políticas de obtenção de terras no DF e demonstrar que a luta dos trabalhadores também é um processo de aprendizado, os setores de formação e de produção do Movimento realizaram, neste sábado (10), a primeira Formação integrada à produção no acampamento, onde houve debate de temas como: conjuntura política, agroecologia, Reforma Agrária, e ainda desenvolveu práticas de consórcio de hortaliças, leguminosas e plantio de mudas do cerrado.

 

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Segundo Flávio do Carmo, do setor de produção do MST DF, o objetivo do plantio das mudas no espaço do acampamento "é diversificar o espaço com espécies do cerrado, pois é um local onde só tem mangueiras plantadas. E vamos homenagear cada muda com o nome dos companheiros (as) Sem Terra que deram o sangue na luta pela terra no Brasil."


Já Marco António Baratto, militante do setor de formação do MST, salientou que a importância desta atividade está em “articular momentos de formação política integradas às práticas em agroecologia, podendo potencializar junto a militância os processos que envolvem o debate da Reforma Agrária Popular com as práticas produtivas concretas com base na agroecologia e que possam ser desenvolvidas nas áreas de Reforma Agrária."


A atividade ainda contou com a noite Cultural dos povos em luta que trouxe poesia e música com a banda Caco de cuia e muito forró pé de Serra para animar a continuidade da luta e a consolidação do acampamento, que no momento também cumpre o papel de ser base para ajudar o MST nas negociações nacionais. A expectativa e que os Estados do Paraná, Tocantins e Goiás se somem ao acampamento nos próximos dias.