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Da Página do MST 

 

No aniversário de 62 anos da Petrobras, que aconteceu no último sábado (3), a Frente Brasil Popular (FBP), que articula dezenas de movimentos e organizações sociais em todo país, convocou atos políticos em mais de 20 cidades para defender a principal empresa brasileira, que está ameaçada de perder o controle sobre algumas das maiores reservas de petróleo do mundo.


Um dos objetivos do ato foi denunciar o projeto de lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que pretende tirar da Petrobras a função de operadora única do pré-sal, reservas que podem conter mais de 100 bilhões de barris de petróleo. 
 


“Setores dos movimentos de moradia, camponeses, estudantes e jovens em geral, além dos partidos políticos, centrais sindicais e organizações da cultura estão envolvidos nesse processo”, explica Carla Bueno, do Levante Popular da Juventude, umas das organizações que estão construindo do ato na Ceilândia. Essa foi a primeira ação conjunta da Frente Brasil Popular no DF, que terá seu lançamento oficial no dia 22 de outubro. “Nada melhor do que começar essa articulação com unidade na luta concreta”, ressalta.


 

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Sim à democracia, não ao ajuste


Além de lutar contra a tentativa de retirar da Petrobras o controle sobre as reservas brasileiras do pré-sal – que poderá diminuir os recursos destinados a programas de saúde e educação –, a Frente Brasil Popular reafirmou a luta em defesa da democracia.


O movimento aponta como caminho a reforma política, com o fim do financiamento privado das eleições.


E, com relação ao ajuste fiscal, os integrantes da Frente rejeitam medidas que reduzem investimentos em programas sociais, que promovem arrocho salarial e retraem a economia e o desenvolvimento do país.
 


“Faz parte da nossa pauta de luta a defesa da democracia, contra o impeachment da presidenta Dilma, porém também nos colocamos veementemente contra a política econômica neoliberal que está sendo aplicada no Brasil. O ajuste fiscal e os cortes nas áreas sociais, em especial, na saúde e na educação não fazem parte do projeto que os brasileiros escolheram na eleição da continuidade petista no poder”, argumenta Carla Bueno, do Levante Popular da Juventude.


De acordo com a organização do ato, os movimentos escolheram a feira da Ceilândia com o objetivo de dialogar diretamente com a população sobre as pautas da Frente.


No local foi construída uma pequena estrutura para atividades culturais, falas das entidades que construíram o ato, distribuição de jornal e outras iniciativas.


Estavam envolvidas na organização da atividade, entre outras entidades/movimentos: Marcha Mundial de Mulheres  (MMM); União Nacional dos Estudantes (UNE); Levante Popular da Juventude (LPJ); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Coletivo Aurora; Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF); Partido dos Trabalhadores (PT); União da Juventude Socialista (UJS); Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Consulta Popular (CP); Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); e Movimento por uma Ceilândia Melhor (Mopocem).   

 

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